Resumo: 13 das 48 seleções da Copa do Mundo 2026, realizada nos EUA, México e Canadá, estão envolvidas direta ou indiretamente em conflitos, representando cerca de 27% do torneio. Além das disputas em campo, o mundo do futebol encara guerras, crises humanitárias e tensões históricas que cruzam o caminho das melhores equipes.
Entre as seleções envolvidas estão: Estados Unidos, México, Haiti, Irã, Jordânia, Catar, Arábia Saudita, Colômbia, Marrocos, Argélia, República Democrática do Congo, Iraque e Coreia do Sul.
A Guerra no Oriente Médio envolve os EUA e o Irã, com confrontos iniciados em fevereiro e uma trégua frágil desde abril. A FIFA manteve a neutralidade, mesmo diante de posições públicas de líderes como Donald Trump, que sugeriram mudanças na participação iraniana. Do lado logístico, o Irã enfrentou lentidão para vistos, mudança de local de treinamento e exigência de autorizações para entrar nos EUA, tudo próximo ao início dos jogos.
Além disso, outros nomes da região aparecem no debate: Jordânia, Catar, Arábia Saudita e Iraque aparecem como atores ligados a uma rede de tensões que envolve ataques, retaliações e realinhamentos geopolíticos.
No México, a violência associada ao crime organizado impacta o cotidiano do país. A morte de El Mencho, líder do CJNG, desencadeou uma onda de confrontos entre traficantes e forças de segurança, com estradas interditadas e dezenas de vítimas antes do início da Copa.
Na Colômbia, disputas entre o governo, grupos guerrilheiros e cartéis reforçam a instabilidade ao redor do torneio, enquanto a República Democrática do Congo vive um conflito contínuo no leste, envolvendo o grupo M-23 e disputas por controle de território.
No Haiti, gangues governam grande parte da capital Porto Príncipe, impulsionando uma das maiores crises humanitárias da atualidade — com milhões de deslocados e serviços públicos gravemente afetados. A situação internacional acompanha com preocupação a assistência humanitária e a segurança regional.
Entre as guerras adormecidas, a Coreia do Sul permanece tecnicamente em guerra com a Coreia do Norte desde a década de 1950, enquanto Marrocos e Argélia vivem um impasse sobre o Saara Ocidental, interrompido por cessar-fogos que se mostraram frágeis e sujeitos a novas tensões.
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Em síntese, o panorama da Copa do Mundo 2026 não é apenas esportivo. As tensões globais — que vão desde o Oriente Médio até as Américas e África — criam um cenário onde o futebol convive com riscos, desdobramentos diplomáticos e realidades humanitárias. O público pode acompanhar cada jogo com uma dimensão adicional de contexto internacional.
E você, como enxerga o papel do esporte diante de conflitos tão complexos? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas leituras sobre o impacto da política internacional no futebol de alto nível.



