Resumo: um condomínio em Brasília acionou judicialmente um ex-assessor do deputado André Janones após ele ingressar no residencial com autorização de visita e, em seguida, realizar um protesto com megafone próximo à casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso envolve suposta invasão de áreas internas, ameaça de multa de R$ 50 mil e investigações em andamento, com desdobramentos sobre exoneração e indiciamento do ex-assessor.

O Condomínio Solar Brasília moveu ação contra Bernardo Moreira Amado Barros após ele entrar no empreendimento, alegadamente para visitar uma moradora, mas permanecer no local para se posicionar perto da residência de Bolsonaro e protestar com megafone.
As imagens de segurança do condomínio mostram Barros ao lado de outras duas pessoas, quando são abordados por um segurança do local.

Segundo a administração, Barros ingressou no condomínio apresentando autorização para circular, mas acabou se dirigindo às proximidades da casa de Bolsonaro, onde fez o protesto com megafone.
Registros de acesso indicam que Barros deixou o local às 18h14, após permanecer pouco mais de uma hora no residencial. A administração informou ainda que, durante a permanência, ele trocou de vestimenta.
“As palavras injuriosas e de baixo calão proferidas por ele vão além de qualquer dissabor, atingindo famílias que moram no condomínio, criando um ambiente hostil e incompatível com a boa convivência”, afirmou a administração.
O conglomerado cobra que Barros não utilize mais o acesso interno para circular ou se dirigir a imóveis sem autorização e prevê a aplicação de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

Em outro desdobramento, Barros foi exonerado de sua função após interromper uma transmissão da GloboNews e proferir um xingamento em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A exoneração foi assinada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
O ex-assessor, que ocupava cargo comissionado, recebia, em 2026, salário de R$ 7.960,44. Ele foi indiciado pela Polícia Legislativa Federal por perturbação do trabalho ou do sossego alheio.
Vídeos e imagens não permitiram localizar o ex-assessor até o momento. O caso permanece em andamento, com a defesa alegando irregularidades no registro de visitas e na atuação de seguranças do condomínio.
O histórico recente envolve episódios de reunião entre atores públicos e a resposta dos órgãos de proteção ao ambiente residencial, que buscam manter a convivência pacífica entre moradores e visitantes.


Em síntese, o episódio expõe tensões entre atuação de visitantes em áreas condominiais, a resposta de administradores e as consequências para quem se envolve em protestos públicos nas proximidades de residências de figuras políticas. O caso segue em discussão judicial, com a defesa acompanhando os desdobramentos da acusação de perturbação.
Se quiser, compartilhe sua leitura sobre o tema nos comentários e conte o que pensa sobre o equilíbrio entre direito de manifestação e convivência em áreas de moradia.
