Vitória está prestes a abrir um novo capítulo com a Topper, em negociações que já duram mais de um mês e giram em torno de uma possível saída da Volt Sport. A apuração do Bahia Notícias, com fontes ligadas à marca, aponta que a proposta vai além do simples fornecimento de uniformes, incluindo royalties sobre as vendas, participação da torcida no design e até uma operação de e-commerce.
O presidente Fábio Mota confirmou publicamente a insatisfação da diretoria com aspectos da parceria atual e revelou que o clube avalia caminhos para o futuro, inclusive a possibilidade de lançar uma marca própria.
Apesar de rumores sobre uma negociação com a Adidas para 2027, o mandatário afastou qualquer negociação adiantada com a marca alemã, mantendo a Topper como principal interessada em vestir o Leão nos próximos anos.
Segundo uma fonte ligada à Topper ouvida pelo Bahia Notícias, a proposta vai além do contrato tradicional: prevê participação financeira do clube nas vendas ao consumidor final, calculada por royalties sobre o sell-out — o volume efetivamente vendido no mercado.
A ideia inclui ainda a participação direta da torcida na criação dos uniformes, por meio de consultas e votações, além da possibilidade de edições especiais produzidas em parceria com o clube.
Outro ponto estratégico é a criação de uma operação de comércio eletrônico completa, dando ao Vitória maior controle sobre venda, distribuição e relacionamento com o consumidor. Entre as propostas, a Topper sugere gestão da precificação, linhas específicas para jogadores e torcedores em diferentes faixas de preço e um projeto nacional de distribuição, abastecimento e reposição de estoque.
A empresa assumiria grande parte do risco operacional, incluindo logística, distribuição e abastecimento, para que o clube possa concentrar esforços na parte esportiva. A meta é que a Topper alcance aproximadamente 80% da venda prevista no contrato.
Se o acordo avançar, será a terceira passagem da Topper pelo Vitória: a marca já vestiu o Leão entre 1996-2003 e 2017-2019.
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