A poucos dias da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, Dunga destacou que a pressão de vestir a amarelinha é um privilégio. No MetLife Stadium, em Nova Jersey, o capitão da era dourada pediu que o Brasil entre em campo consciente da própria história, no confronto com Marrocos marcado para este sábado, às 19h (horário de Brasília).
Para Dunga, a cobrança não é um problema, e sim um incentivo. Jogar com estádio lotado e diante de olhos do mundo traz responsabilidade, mas a meta, segundo ele, é clara: manter a mentalidade de que podemos ser campeões. Em defesa de Carlo Ancelotti, ele ainda lembrou que o treinador teve tempo para conhecer o grupo e, agora, será avaliado pelos resultados que apresentar em campo.
Neymar foi o tema central. O camisa 10 está lesionado e pode ficar de fora da estreia, mas Dunga acha natural a aposta da comissão técnica na principal referência da geração. Ele citou o paralelo com Ronaldo e Rivaldo em 2002, quando a convocação foi mantida mesmo diante de dúvidas, e ressaltou que a cobrança costuma aparecer depois da decisão.
Segundo ele, a diferença entre grandes jogadores não está apenas na técnica. Quem veste a braçadeira precisa ter coragem e personalidade para executar o que sabe fazer, mesmo sob pressão e expectativa. Ele contou ainda como lidava com a ansiedade prévia aos jogos, pensando no adversário, nas informações recebidas e no que o treinador pedia, para transformar teoria em ação no campo.
A estreia do Brasil na Copa do Mundo é às 19h (horário de Brasília) no Grupo C, seguida de partidas contra Haiti e Escócia na fase de grupos. A agenda aponta para um caminho disputado, com o time de Carlo Ancelotti buscando consolidar o trabalho já iniciado.
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