Resumo: nesta etapa, os Estados Unidos e Israel anunciaram um acordo para encerrar a guerra e colocar fim às operações no Líbano. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif e pelo presidente americano, Donald Trump, em seu segundo mandato. No entanto, o ministro de Segurança de Israel, Itamar Ben-Gvir, rejeitou o pacto, afirmando que Israel não é parceiro do acordo nem se sente obrigado por ele.

Ben-Gvir disse que “o país não é parceiro do acordo que não cuida da nossa segurança, e ele não nos obriga de forma alguma”. Em tom duro, o ministro afirmou que Israel não aceita ficar subordinado a decisões que não garantam sua proteção, lembrando que “Israel não é uma república de bananas”.
O acordo para pôr fim à guerra foi anunciado no domingo pelo premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, e pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em seu segundo mandato. Entre as medidas negociadas está o fim das operações militares no Líbano. Apesar disso, o ministro israelense ressaltou, em postagens no X, que o país é grato ao presidente americano, mas que o pacto não os obriga a nada.
Ben-Gvir voltou a afirmar que o Exército israelense “não pode se contentar com menos do que o desmantelamento do Hezbollah” e não pode recuar “de nenhum território que os combatentes conquistaram e limparam de infraestruturas terroristas”. Em tom de advertência, ele disse que qualquer ataque contra Israel vindo do Líbano “irá desencadear bombardeios em Dahiyeh”, bairro de Beirute.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, as ofensivas causaram 3.783 mortes e 11.699 feridos até o momento. Embora tenha havido um cessar-fogo anterior, ataques entre Israel e o Hezbollah continuaram após o anúncio do acordo, mantendo a tensão regional e gerando incerteza sobre a implementação prática das negociações.
O fim da violência e a desmobilização do Hezbollah permanecem como pontos centrais do debate, com diferentes leituras entre autoridades e especialistas sobre o que realmente está garantido pelo acordo e qual será o cronograma de implementação. Como leitor, qual é a sua leitura sobre as propostas e seus impactos para a segurança na região? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe da discussão.
