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Brasil não endossará texto do G7 sobre minerais críticos, diz portal

Brasil não endossará texto do G7 sobre minerais críticos, diz portal
Brasil não endossará texto do G7 sobre minerais críticos, diz portal

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O Brasil não vai endossar o texto do G7 sobre minerais críticos e terras raras. O governo afirma que a proposta não atende aos seus interesses e defende parcerias abertas, com foco no desenvolvimento da cadeia produtiva nacional sem abrir mão dos seus recursos estratégicos.

Segundo representantes do governo, o texto não atende às prioridades brasileiras e pode consolidar uma divisão internacional, mantendo o país como exportador de matérias-primas sem avançar na industrialização e no valor agregado. A linha do governo é buscar colaboração ampla, sem reservas de mercado, para estimular a cadeia produtiva internamente.

Para o Brasil, o caminho é firmar parcerias com todos os países interessados, sem exclusões, e investir no desenvolvimento da cadeia produtiva dentro do próprio território. Essa abordagem visa ampliar a participação brasileira na produção de minerais críticos, com tecnologia e indústria locais ganhando peso junto aos insumos estratégicos para a transição energética.

Como o Brasil não integra o G7, não participa da redação nem tem direito de sugerir alterações. Mesmo assim, o governo não descarta apoiar acordos que favoreçam o desenvolvimento nacional, embora isso não seja esperado neste momento.

Lula discursando com um microfone na mão
Lula fará discurso no G7 e terá mais compromissos na semana – Imagem: casa.da.photo/Shutterstock

Outros compromissos de Lula

À margem da cúpula, Lula terá dois encontros bilaterais nesta terça-feira (16), com foco no comércio. Um deles será com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, com expectativa de iniciar negociações para um acordo de livre comércio entre Japão e Mercosul.

Além disso, ele se reunirá com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e com António Costa, presidente do Conselho Europeu. O encontro deve tratar das restrições recentes da União Europeia à importação de carne bovina e de outros temas relevantes para as relações com a UE.

Na mesma agenda, Lula fará seu primeiro discurso diante dos líderes do G7, em uma sessão dedicada ao financiamento para o desenvolvimento de países mais pobres. O presidente deve cobrar maior compromisso dos países ricos com recursos para o Sul Global e questionar os gastos com armamentos em detrimento de ações contra a fome e problemas sociais.

Como tema central, o discurso deve defender agendas de desenvolvimento e investimento, enfatizando a importância de fortalecer a cooperação internacional para ampliar o acesso a tecnologias, capacitação e investimentos que apontem para uma transição justa e sustentável.

E você, qual a sua leitura sobre a posição do Brasil diante do G7 e as perspectivas de acordos com Japão e Mercosul? Compartilhe seu ponto de vista nos comentários.

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