Irmã de “Sicário” disse ter arquivos para destruir família Vorcaro, diz PF

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Resumo: após a prisão e a morte de Luiz Phillipi na carceragem da PF em Belo Horizonte, a família Mourão enfrenta dificuldades financeiras. A investigação, vinculada à Operação Compliance Zero, aponta uma rede de intimidação associada ao empresário Henrique Vorcaro e aos grupos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”, com Joana Mourão no centro das informações e negociações envolvendo contratos e repasses.

Arte/Metrópoles
Irmã de “Sicário” disse ter arquivos para destruir família Vorcaro, diz PF

Documentos da Polícia Federal, tornados públicos pelo ministro André Mendonça, do STF, indicam que Joana Mourão afirma possuir informações capazes de comprometer gravemente a família Vorcaro, dono do Banco Master. A investigação também aponta que, após a prisão e a morte de Luiz Phillipi, a Mourão enfrentou dificuldades financeiras.

Foi nesse contexto que Joana iniciou uma série de cobranças direcionadas a pessoas ligadas aos Vorcaros, alegando que o irmão havia sido abandonado por aqueles a quem teria servido com lealdade.

As mensagens analisadas pela PF mostram uma escalada de tensões. Em uma delas, Joana afirma estar próxima do “abismo” financeiro e ameaça envolver Henrique Vorcaro, pai do banqueiro. Em outra, diz possuir “material para acabar com a família inteira”.

No centro das tratativas aparece Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como “Manolo”, apontado pela PF como braço direito de Henrique Vorcaro no Rio de Janeiro e integrante de um grupo conhecido como “A Turma”. Segundo os investigadores, ele atuou diretamente para conter a crise e impedir que Joana divulgasse as informações que dizia possuir.

As mensagens interceptadas mostram que intermediários ligados aos Vorcaro passaram a discutir formas de resolver a crise financeira da família Mourão. Em uma conversa, um primo de Joana demonstra preocupação com o comportamento dela e relata que ela passou a acessar arquivos armazenados na nuvem pertencentes ao irmão falecido.

A investigação aponta ainda que, diante das ameaças, foi organizado um encontro presencial entre representantes da família Vorcaro e familiares de Luiz Phillipi. Após a reunião, Manolo comunicou Henrique Vorcaro que estava tratando do assunto e mencionou a elaboração de contratos e transferência de ativos para a mãe de Joana.

Os investigadores identificaram ainda que Joana aparece como administradora de uma empresa com capital social de 1 milhão de reais, e a PF apura se a estrutura foi usada para formalizar repasses financeiros.

Outro trecho relevante ocorreu em maio deste ano, quando Joana enviou mensagens após a prisão de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. Na ocasião, ela afirmou que pretendia levar informações sobre a família a programas de televisão de grande audiência e disse que Henrique Vorcaro seria o próximo alvo de suas denúncias.

A apuração integra a Operação Compliance Zero, que investiga a atuação de uma estrutura paralela voltada a intimidar adversários, obter informações clandestinamente e proteger interesses econômicos ligados ao grupo. Na fase mais recente, Henrique Vorcaro foi preso sob suspeita de coordenar ações atribuídas aos grupos “A Turma” e “Os Meninos”.

E você, o que acha sobre esse desdobramento envolvendo famílias com poder econômico, uso de informações privadas e redes de intimidação? Compartilhe sua opinião nos comentários e siga lendo para entender as nuances desse caso.

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