Astrônomos encontram “fóssil” que participou da formação da nossa galáxia, a Via Láctea

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Cientistas, usando James Webb e Hubble, reclassificaram Terzan 5 como um remanescente raro no coração da Via Láctea, capaz de guardar um registro das fases iniciais da formação da galáxia. O sistema abriga quatro gerações de estrelas, com idades que variam amplamente, apontando para uma história complexa de enriquecimento químico ao longo de bilhões de anos.

Reclassificação de um objeto galáctico raro

As observações combinadas do James Webb permitiram atravessar a poeira que cobre a região central, revelando estrelas antes ocultas e permitindo estimativas de idade e composição. O estudo mostrou que Terzan 5 não se encaixa na classificação tradicional de aglomerado globular, revelando-se um remanescente de estruturas que ajudaram a moldar o bojo da galáxia.

A análise aponta quatro gerações de estrelas, com idades distribuídas em bilhões de anos: 12,5; 4,7; 3,8 e 2,5. Esse conjunto de datas indica um enriquecimento químico gradual, alimentado por explosões de supernovas que deixaram vestígios materiais para novas gerações.

Como os telescópios reconstruíram a história

Enquanto o Webb usou a capacidade infravermelha para penetrar a poeira central, permitindo mapear estrelas mais fracas e avaliar cores e brilho, o Hubble contribuiu com uma base de observações de longa duração. Juntas, as informações ajudam a distinguir Terzan 5 das demais estrelas do bojo galáctico e a traçar movimentos ao longo de mais de uma década.

A combinação desses conjuntos de dados tornou possível reconstruir a história do objeto com maior precisão e identificar populações estelares que não haviam sido detectadas em análises anteriores, abrindo espaço para novas leituras sobre a formação do centro da Via Láctea.

Um fragmento sobrevivente da formação da Via Láctea

Segundo pesquisadores, Terzan 5 teria surgido como parte de grandes estruturas de gás presentes no início do Universo, fragmentadas e distribuídas pelo centro da galáxia. Diferente de alguns aglomerados menores que se dispersaram, esse sistema teria permanecido intacto, preservando sua identidade ao longo de bilhões de anos.

A descoberta reforça a ideia de que o bojo da Via Láctea pode ter se formado a partir da fusão de múltiplos fragmentos estelares primordiais, com Terzan 5 atuando como um testemunho vivo do processo inicial que deu origem ao núcleo galáctico.

Essa leitura muda a forma como os astrônomos entendem a origem do bojo e o papel dos núcleos centrais na evolução das grandes galáxias. E você, o que acha dessa história sobre o coração da nossa casa cósmica? Compartilhe suas ideias nos comentários.

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