Gilmar determina retorno do andamento de processos sobre “pejotização”

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: O STF, por meio do ministro Gilmar Mendes, determinou a retomada do andamento de ações sobre a pejotização, retirando a suspensão que paralisava os casos. A medida permite que os processos prossigam na Justiça do Trabalho, nas instâncias de 1º grau e nos TRTs, para que haja instrução completa e julgamento antes da definição da tese no STF.

Gustavo Lucena/ Metrópoles
Gilmar determina retorno do andamento de processos sobre “pejotização”

O retorno vale para a 1ª e a 2ª instâncias da Justiça do Trabalho. O relator entendeu que a suspensão das fases de instrução e julgamento gerou represamento, prejudicando a tramitação dos casos e a uniformização de entendimentos, por isso recomenda o prosseguimento nos juízos de 1º grau e nos TRTs para a completa instrução processual.

Tal providência não compromete a autoridade da futura decisão desta Corte nem a uniformização da interpretação constitucional da matéria, uma vez que eventuais divergências permanecerão sujeitas à incidência da tese vinculante a ser posteriormente fixada pelo STF

A decisão também esclarece que a suspensão deverá retornar apenas após o julgamento definitivo da tese sobre a pejotização pelo STF.

Histórico recente: Em abril do ano passado, por decisão de Gilmar Mendes, todos os processos que tratavam da pejotização foram suspensos para aguardar a uniformização da matéria pelo STF. A nova leitura, porém, aponta que a suspensão, embora útil para racionalizar o sistema de precedentes, precisa respeitar critérios de proporcionalidade.

“Nesse contexto, mostra-se recomendável permitir o regular prosseguimento dos processos perante os juízos de primeiro grau e os TRTs, possibilitando a compreensão completa das controvérsias pelas instâncias ordinárias”, afirmou o ministro. A ideia é avançar com a instrução e o julgamento, até que a tese central seja fixada pelo STF.

Impacto prático: a reativação da tramitação busca evitar atrasos no andamento dos casos, mantendo o equilíbrio entre a necessidade de uniformidade de precedentes e o direito das partes ao devido processo. Eventuais divergências permanecerão sujeitas à futura tese vinculante.

A decisão, portanto, orienta que os tribunais de 1º grau e os TRTs prossigam com os processos, enquanto o STF trabalha na consolidação da posição sobre a pejotização, com a suspensão voltando a valer apenas ao final do ciclo de julgamento definitivo.

E você, qual é sua leitura sobre a pejotização e o equilíbrio entre precedentes e julgamento judicial? Compartilhe sua opinião nos comentários e indique como isso pode impactar empresas, trabalhadores e o judiciário.

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