Trump chama Lula de “volátil” e diz não se importar com o brasileiro

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Em entrevista, o atual presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que não é fã de Lula e classifica o líder brasileiro como “muito volátil”

19/06/2026 16:25

Atualizado 19/06/2026 17:35

Ricardo Stuckert/Presidência da República

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “não poderia se importar menos” com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista publicada nesta sexta-feira (19/6), o republicano também classificou o petista como uma pessoa “muito volátil”, em meio a uma reflexão sobre líderes mundiais.

“Não sou fã dele, nem desgosto. Para ser sincero, não penso nele. Não me importo. Mas ele é uma pessoa diferente agora. Muito volátil.”

Ao falar sobre a relação com Lula, Trump disse não ter uma opinião firme sobre o presidente brasileiro, mas avaliou que ele mudou ao longo dos anos. Em seguida, elogiou Xi Jinping, da China, chamando-o de “muito inteligente”, e mencionou Narendra Modi, da Índia, como exemplo de liderança estável e duradoura.

Troca de farpas recente

As declarações vieram poucos dias após Trump dizer, na Cúpula do G7, que o Brasil se tornou um país “politicamente difícil”. Na ocasião, ele afirmou ter conversado com Lula à margem do encontro, sem detalhar o conteúdo da conversa.

Resposta de Lula

Na mesma sessão do G7, Lula rebateu dizendo que Trump “não conhece o Brasil” e criticando a intervenção norte-americana em assuntos internos. “Se há alguém que precisa aprender com eleições civilizadas no Brasil, é o meu amigo Trump. Da próxima vez que eu o encontrar, vou levar a urna eletrônica para mostrar como funciona.” O petista ressaltou que não é necessário uma conversa bilateral naquele momento, porque Brasil e EUA já mantêm canais abertos para temas de interesse comum.

A troca de farpas ilustra a tensão em torno de como dois aliados discutem políticas, comércio e influência global. O debate também ressalta as dificuldades de alinhar posições entre Brasília e Washington diante de questões comerciais e de segurança internacional. Acompanhar como os líderes administrativos dos dois países conduzirão futuras conversas pode indicar o tom das relações bilaterais nos próximos meses.

Você concorda com a leitura de que figuras de alto escalão global demonstram estilos de liderança muito diferentes? Deixe seu comentário com a sua visão sobre a relação Brasil-EUA e sobre o papel de Lula e Trump no cenário internacional. Sua opinião ajuda a entender como esses choques de percepção afetam decisões políticas e econômicas globais.

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