MP apura se parceria de Virginia e Neymar com Blaze atraiu vulneráveis

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investiga a Blaze, plataforma de apostas online, para saber se campanhas com Neymar Jr. e influenciadores associados podem ter levado consumidores vulneráveis a apostar, agravando o endividamento e afetando a saúde financeira de famílias. A apuração inclui demandas por diretrizes de marketing, com prazo de 15 dias para esclarecimentos e possíveis danos morais que podem chegar a R$ 120 milhões.

O que motivou a investigação: o MPDFT instaurou um inquérito civil para verificar se a Blaze orientava o uso da expressão “renda extra” na divulgação de seus serviços e para entender as diretrizes de marketing utilizadas nas campanhas com influenciadores. Além disso, apuram denúncias de bloqueios arbitrários de contas, retenção de valores, cláusulas abusivas e exigências excessivas para liberar bônus. A ideia é ver se a empresa cumpre as normas de proteção ao consumidor e a legislação de apostas de quota fixa.

Segundo a Prodecon, já foram registradas mais de 42 mil reclamações contra a plataforma. Como parte das diligências, a Blaze deverá apresentar informações sobre abertura, manutenção, bloqueio e encerramento de contas, bem como dados sobre valores retidos, políticas de bônus e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. O órgão solicita ainda esclarecimentos sobre possíveis violações de direitos do consumidor.

Danos morais e possíveis desdobramentos: a apuração pode resultar em ação de danos morais coletivos estimada em R$ 120 milhões. A investigação também busca identificar práticas abusivas da empresa operada pela Foggo Entertainment Ltda. A Senacon foi acionada para encaminhar relatórios de reclamações e eventuais processos administrativos.

A Blaze, registrada na ilha de Curaçao, ganhou notoriedade no Brasil por meio de campanhas nas redes sociais que associam a marca a Neymar Jr. e a influenciadores como Virginia Fonseca. A apuração envolve ainda se a associação entre figuras públicas e a plataforma poderia ter ampliado o alcance das propostas de apostas entre públicos vulneráveis.

Contexto para o leitor: o caso expõe a preocupação de autoridades com a presença de apostas online em campanhas de celebridades e com a proteção de consumidores diante de ofertas e bônus, bem como a necessidade de transparência nas práticas de marketing digital. O inquérito tem prazo de resposta e pode moldar futuras regras de publicidade e conduta de plataformas do setor.

E você, o que pensa sobre o uso de figuras públicas para promover apostas online? Comente abaixo sua opinião sobre responsabilidade de marcas, influenciadores e órgãos de defesa do consumidor diante desse tipo de campanha.

Foto de Mirelle Pinheiro

Mirelle Pinheiro

Segundo o órgão, a prática de apostas on-line está associada ao agravamento do endividamento e a impactos na saúde financeira de famílias

21/06/2026 10:02

, atualizado 21/06/2026 10:18

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Miqueias Figueredo (Republicanos) é eleito prefeito de Bonito de Minas

Bonito de Minas, cidade no Norte de Minas Gerais, realizou neste domingo uma eleição suplementar para escolher o prefeito após a Justiça Eleitoral...

Sub judice, Arthur Henrique termina na frente em eleição para o governo de RR

Resumo: Em Roraima, a eleição suplementar aponta Arthur Henrique (PL) à frente com 60,87% dos votos válidos, mas a candidatura permanece sob investigação....

Colômbia: boca de urna aponta vitória de Espriella, candidato da direita

Com 99,65% das urnas apuradas, Abelardo de la Espriella, candidato de direita apoiado por Donald Trump, venceu a eleição presidencial da Colômbia no...