Donald Trump, em seu segundo mandato nos EUA, reiterou a possibilidade de novos ataques contra o Irã caso Teerã não atenda às exigências ligadas ao Estreito de Ormuz. Enquanto as negociações entre Washington e Teerã avançavam na Suíça, a delegação iraniana deixou o encontro, sinalizando tensão e incerteza sobre o desfecho do diálogo.
As tratativas ocorriam no resort Bü rgenstock, às margens do lago Lucerna, na Suíça, com o vice-presidente americano JD Vance chegando ao local para participar das conversas. Mediadores como Catar e Paquistão atuavam para facilitar o diálogo, que tinha como base um memorando de entendimento assinado na semana anterior e visto como ponto de partida para avanços rumo a um possível acordo de paz.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a delegação iraniana suspendeu as negociações. No fim de semana, Trump voltou a pressionar Teerã, afirmando, em rede social, que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz, “a menos que seja imposto pelos EUA”, elevando o tom da cobrança para que o Irã controle grupos aliados no Líbano.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. O Irã sustenta ter fechado novamente a passagem por ataques de Israel no Líbano, mas autoridades norte-americanas contestam essa versão, mantendo a leitura de que o fluxo continua sob tensão e controle internacional.
Enquanto Vance participava das reuniões, Trump reforçava a pressão sobre Teerã para que coopere com os aliados regionais, ampliando o debate sobre a reabertura do estreito e o papel dos mediadores — Catar e Paquistão — na tentativa de conduzir as negociações a um desfecho estável.
O memorando de entendimento assinado anteriormente delineava bases para avanços, com as negociações ocorrendo num cenário de desconfiança mútua. O desenrolar depende de novas leituras sobre as exigências do Ocidente e a disposição do Irã em assegurar liberdade de passagem sem escaladas militares.
E você, como enxerga esse impasse entre EUA e Irã e o papel dos mediadores na região? Compartilhe sua leitura nos comentários e conte como essa disputa geopolítica pode impactar o comércio global de petróleo e a segurança regional.
