Resumo: um historiador goiano solicitou acesso a três inquéritos sobre o serial killer Lázaro Barbosa para compor uma biografia do criminoso. A Justiça autorizou a consulta, já que os documentos não são sigilosos, abrindo espaço para pesquisas históricas e para duas obras em andamento — uma biografia e uma série documental.
Os inquéritos abrangem a apuração da morte de Lázaro, ocorrida em 28 de junho de 2021, durante operação policial que registrou 125 disparos. A perícia encontrou 14 projéteis no corpo dele, ainda que tenha sido atingido por 38 tiros. Lázaro ficou 20 dias foragido após ceifar quatro membros da família Vidal em Ceilândia (DF); a esposa, Cleonice Marques de Andrade, foi sequestrada durante o episódio.
O Ministério Público aponta falhas na diligência básica da investigação, como a oitiva de testemunhas e depoimentos de policiais envolvidos, além da ausência de laudos periciais essenciais, como o exame cadavérico e o registro detalhado do local da morte. O inquérito segue sob responsabilidade da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios e não traz, nos autos, todos os elementos médicos que seriam determinantes.
Entre os projetos em andamento, a biografia de Lázaro avança paralelamente a uma série documental paulista, ainda em fase de pesquisa. A produção, conduzida de forma reservada, não confirmou detalhes à reportagem, e a tentativa de ouvir o historiador não teve sucesso até o momento.





A conclusão da apuração sobre a morte de Lázaro e o exame médico completo permanecem em debate, enquanto as produções ganham fôlego. A biografia e a série documental buscam oferecer uma visão mais ampla da vida e dos fatos que cercaram o caso, sem desconsiderar as falhas apontadas nas investigações.
E você, qual a importância de liberar documentos para pesquisas históricas sobre violência e como você vê o papel de tais biografias na compreensão de crimes complexos? Compartilhe sua opinião nos comentários.
