Festas juninas e julinas acendem alerta para risco de queimaduras

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Festas juninas e julinas elevam o risco de queimaduras entre crianças e adolescentes, e a SBP reforça a importância de cuidados simples para evitar acidentes durante esse período. Dados do SUS mostram milhares de internações por queimaduras e acidentes térmicos entre 2024 e 2025, além de ocorrências que não chegam aos hospitais, destacando a necessidade de prevenção em casa, nas fogueiras e nos locais de festa.

Entre 2024 e 2025, foram registradas 13,8 mil internações por queimaduras e acidentes térmicos em crianças e jovens, com 53,8% dos casos em menores de cinco anos. O SUS registrou 6.965 internações em 2024 e 6.855 em 2025, mantendo a média próxima de 20 pacientes internados por dia. A SBP destaca que muitos episódios leves não entram nas estatísticas hospitalares, o que aponta para uma dimensão ainda maior do problema.

A distribuição por faixa etária revela que 20% das internações ocorram entre cinco e nove anos (cerca de 2.820 casos), seguidas por 10 a 14 anos (1.848, 13%) e 15 a 19 anos (1.721, 12%). A maior parte das internações se relaciona a acidentes com calor em ambientes domésticos, sobretudo no preparo de alimentos e no manuseio de líquidos quentes, além de exposição à fumaça, fogo e chamas.

Além das queimaduras por líquido quente, fogo e superfícies aquecidas, a SBP aponta riscos ligados a produtos químicos como soda cáustica, itens de limpeza, substâncias inflamáveis como álcool líquido e álcool em gel, e instalações elétricas inadequadas. A pele infantil é mais delicada, o que aumenta o risco de lesões profundas e de sequelas, incluindo a necessidade de cirurgias e longos períodos de recuperação.

Geograficamente, o Sudeste é a região com o maior volume de internações por queimaduras e acidentes térmicos nos dois anos analisados, seguido pelo Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste, respectivamente. A SBP enfatiza que a prevenção começa em casa: supervisão constante, afastar crianças de fogueiras, fogos de artifício, recipientes com líquidos quentes e itens inflamáveis, além de adaptar o ambiente para reduzir riscos.

Edson Liberal, presidente da SBP, ressalta que a curiosidade faz parte do desenvolvimento infantil, mas crianças pequenas ainda não reconhecem perigos. Por isso, é essencial manter supervisão atenta e criar ambientes mais seguros, para evitar acidentes graves que podem exigir cirurgia e longos períodos de recuperação. E você, que medidas adota para proteger seus filhos durante as festas? Compartilhe nos comentários suas experiências e dicas para tornar as festas mais seguras.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Raoni tem quadro de saúde estável, sem febre e com rins funcionando

O cacique Raoni Metuktire, 94 anos, continua estável após a cirurgia de desobstrução intestinal e permanece na UTI do Hospital São Paulo (HSP/Unifesp)....

Anvisa libera produtos da Ypê produzidos a partir de janeiro de 2026

A Anvisa atualizou nesta segunda-feira o status de itens da linha Ypê que haviam sido suspensos em abril. A decisão libera parte da...

Anvisa aprova medicamento não hormonal contra sintomas da menopausa

Resumo rápido: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o fezolinetanto, terapia não hormonal oral para aliviar ondas de calor e sudorese...