Zoo de BH promove ação para alertar sobre tráfico de animais silvestres

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo editorial: o Zoológico de Belo Horizonte promove um bate-papo sobre o tráfico de fauna silvestre, em dois turnos próximos à Casa dos Répteis, para conscientizar o público sobre os danos à biodiversidade. A ação inclui exposição de imagens e materiais apreendidos, reforçando o papel dos zoológicos na conservação.

Belo Horizonte – O Jardim Zoológico de BH, sob a gestão da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, realiza hoje um bate-papo dedicado ao Dia Internacional contra o Tráfico de Fauna Silvestre. O evento ocorre em dois períodos: das 9h às 11h e das 14h às 16h, próximo à Casa dos Répteis.

A programação traz uma pequena exposição com fotografias e materiais apreendidos por órgãos de fiscalização, para mostrar os prejuízos ambientais e sociais do comércio ilegal de animais. A iniciativa também destaca o papel dos zoológicos na preservação de espécies silvestres.

Rízzia Botelho, bióloga do zoológico, ressalta que a proposta evidencia como esses espaços contribuem para a conservação e para a formação de cidadãos mais conscientes no enfrentamento desse crime, apoiados pela Alpza, associação que reúne parques zoológicos da América Latina.

A data foi criada pela Alpza para reconhecer a diversidade biológica da região e ampliar ações de proteção diante das ameaças do tráfico de fauna. O Zoológico de BH integra esse esforço coletivo pela preservação.

No âmbito da reabilitação, o zoológico atua em parceria com o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), vinculado ao Ibama e ao IEF. Hoje, aproximadamente 86% dos psitacídeos (papagaios, araras e periquitos) chegam após apreensões, e entre as demais aves o índice fica em torno de 80%.

O tráfico de fauna silvestre é considerado um dos crimes mais lucrativos do mundo. No Brasil, o problema é especialmente grave, com cerca de 38 milhões de animais capturados ilegalmente por ano. O país abriga a maior biodiversidade do planeta, com mais de 124 mil espécies de fauna e cerca de 44 mil de flora, tornando a fiscalização um desafio constante.

Apesar de leis como a Lei de Proteção à Fauna (5.197/67) e a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98), especialistas apontam falhas na fiscalização e na aplicação de penalidades, o que permite a continuidade do comércio ilegal. O tráfico atende a mercados variados, como itens artesanais, animais de estimação, colecionismo, pesquisa ilegal e biopirataria.

Quem tiver informações pode denunciar ao Ibama pela Linha Verde, no 0800 061 8080, ou à Polícia Militar Ambiental pelo 190. Denúncias são fundamentais para combater o tráfico e proteger a biodiversidade brasileira.

E você, qual é a sua opinião sobre o tráfico de fauna silvestre? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e ajude a promover uma conversa responsável e informada sobre a proteção da nossa biodiversidade.

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