Flávio Bolsonaro faz romaria de 4h em GO e evita falar sobre crise com Michelle

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, percorreu 18 km entre Goiânia e Trindade, em Goiás, em uma caminhada que mesclou fé e política. O ato, com passagem pela Basílica do Divino Pai Eterno, sinalizou uma estratégia para ampliar a base de apoio da direita em um estado-chave, em meio a tensões internas no PL e ao cenário de disputa com Caiado.

A caminhada teve início por volta das 18h30, com Flávio cercado por apoiadores, militância e simpatizantes. A chegada à basílica, por volta das 22h40, encerrou o trajeto que reuniu evangélicos e católicos em uma demonstração de unidade simbólica. Embora o senador seja integrante da comunidade evangélica, a romaria serviu para sinalizar a intenção de alcançar além do eleitorado tradicional do bolsonarismo.

A iniciativa ocorreu em meio a uma movimentação política: o apoio veio de Wilder Morais (PL-GO), senador que o convidou para a caminhada, em um momento em que o PL gaúcho em Goiás busca consolidar um palanque próprio. Em um estado onde a direita permanece dividida para 2026, o gesto também é visto como tentativa de hegemonia em território estratégico.

Flávio Bolsonaro durante a caminhada em Trindade
Flávio Bolsonaro na chegada à Basílica do Divino Pai Eterno
Durante a romaria em Trindade
Participação de apoiadores na romaria
Flávio Bolsonaro em Trindade
Clima de apoio durante o trajeto
Caminhada em Goiás
Encerramento na basílica

A operação também destacou a relação com a base de apoio local: a participação de Wilder Morais, pré-candidato ao governo de Goiás, reforça a ideia de consolidar um palanque próprio da direita no estado. Enquanto Caiado aparece como rival no campo conservador, a intervenção de Flávio Bolsonaro tenta ampliar a presença bolsonarista num terreno altamente disputado para 2026.

Atrito recente envolvendo Michelle Bolsonaro, madrasta de Flávio, também complica o cenário. Ela publicou vídeos nas redes sociais alegando ter se sentido desrespeitada durante uma conversa telefônica com o senador, alimentando um desgaste familiar em torno da articulação política do PL no Ceará. No registro, Michelle acusa de rudeza e de minar o apoio dela às decisões partidárias.

“Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone”, afirmou a ex-primeira-dama. “Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante.”

“É bola para frente, é página virada”, declarou Flávio, tentando dissipar a crise. No entanto, o episódio expõe ventos de disputa interna sobre quem terá peso decisivo nas escolhas políticas da família.

Em resumo, a caminhada em Goiás mostra uma estratégia de fortalecimento político com visibilidade religiosa, buscando ampliar o alcance do apoio do PL em um estado disputado. E você, o que acha dessa movimentação de Flávio Bolsonaro e das tensões dentro da base de apoio? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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