Durante um discurso em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, o presidente Lula afirmou que não pode haver espaço para o racismo no estado, defendendo tratamento igualitário para todas as pessoas. Em resposta, o governo catarinense disse que irá encaminhar o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR), por discriminação.

O episódio ocorreu na sexta-feira (26/6), no estaleiro Detroit Brasil, em Itajaí. Entre as falas de Lula, ele disse: “Vocês não podem permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo. Não podem permitir que aqui em Santa Catarina as pessoas sejam tomadas da cisma da grandeza, porque esse estado é muito rico, não é pobre. A gente é um estado brasileiro e todo mundo tem que ser tratado igual. Não tem o cara porque é branco é melhor do que o que é negro. O cara que é nordestino é pior do que do Sul do país. Que história que é essa? A gente não aceita. Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou. A gente não pode permitir essa essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país”, afirmou o presidente.
A administração estadual classificou as declarações como xenófobas e informou que a representação será protocolada na próxima segunda-feira (29/7) na PGR. A medida, segundo o governo, busca responsabilizar quem propaga mensagens de discriminação e contribuir para a cobrança de políticas públicas que promovam a igualdade de direitos em todo o estado.
O caso reacende o debate nacional sobre racismo e discriminação institucional, destacando a necessidade de respostas firmes de lideranças políticas e autoridades locais. O episódio também coloca o tema na agenda de Santa Catarina, onde o equilíbrio entre orgulho regional e respeito às diferenças é acompanhado de perto pela sociedade civil e pela imprensa.
E você, como encara o papel de governos e de líderes neste momento? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre racismo, xenofobia e cidadania em Santa Catarina e no Brasil.
