A representatividade LGBT+ nos videogames deixou de ser exceção e hoje aparece de forma natural em grandes franquias, com protagonistas e personagens diversos em títulos como Cyberpunk 2077, The Last of Us, League of Legends, Baldur’s Gate 3, Dragon Age e Hades, entre outros.
Em Cyberpunk 2077, o protagonista V pode ser visto como bissexual ou pansexual conforme as escolhas de romance, enquanto Kerry Eurodyne—membro da banda Samurai—é bissexual com forte preferência por homens. Johnny Silverhand, interpretado por Keanu Reeves, também é descrito como bissexual, segundo diálogos e materiais oficiais.
The Last of Us avançou na naturalização de protagonistas LGBT+: Ellie é lésbica desde o DLC Left Behind, aprofundado em The Last of Us Part II, e Lev aparece como transgênero, oferecendo uma história sobre identidade, aceitação e empatia que marcou fortemente a narrativa.
Overwatch expandiu a diversidade com Tracer (Lena Oxton) como a primeira personagem oficialmente lésbica, enquanto Soldier: 76 (Jack Morrison) foi revelado como gay, fortalecendo um pilar de representatividade no multiplayer da Blizzard.
Baldur’s Gate 3 leva a inclusão a um novo patamar: todos os companheiros romanceáveis são pansexuais, permitindo relacionamentos sem restrições de gênero. Entre eles estão Astarion, Shadowheart, Gale, Lae’zel, Karlach, Wyll e Halsin, com várias histórias de amor, inclusive entre mulheres no segundo ato.
League of Legends também ampliou sua cartografia de personagens LGBTQIA+. Entre nomes confirmados pela Riot estão Vi, Caitlyn e Neeko (lésbicas), K’Sante e Graves (gay), Twisted Fate (pansexual/bissexual) e Leona com Diana (o primeiro casal LGBTQIA+ oficial do universo). Nami é bissexual em relacionamento poliamoroso, Varus reúne as almas de Valmar e Kai, e Viktor é descrito como assexual.
Dragon Age abriu espaço para romances inclusivos desde os seus primórdios, com Dorian Pavus, considerado o primeiro personagem totalmente gay da BioWare, e Krem, homem trans dos Bull’s Chargers, marcando presença nos pilares de construção de mundo da série.
Life is Strange e Tell Me Why também avançaram na representatividade: Max Caulfield é vista como bissexual, enquanto Tyler Ronan em Tell Me Why é o primeiro protagonista transgênero de um grande jogo AAA, abrindo caminhos para narrativas mais diversas.
Hades apresenta Zagreus como bissexual, com possibilidades de múltiplos relacionamentos, além de um romance homossexual entre Achilles e Patroclus, inspirado na mitologia, que reforça a presença de relações variadas em jogos premiados.
Além desses títulos, uma leva de personagens marcantes completa o conjunto, entre eles Vivian (mulher trans), Sam Greenbriar (lésbica), Parvati Holcomb (asexual e romanticamente homorromântica), Athena e Janey Springs (casal lésbico) e outros que ajudam a moldar uma indústria mais humana e diversa.



A trajetória de representatividade continua a crescer, com a indústria reconhecendo que diversidade de orientações sexuais e identidades de gênero enriquece as histórias e aproxima públicos diferentes. Quer saber: qual personagem LGBT+ dos games mais impactou você? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte-nos por que ele(a) marcou sua experiência de jogo.
