O governador baiano Jerônimo Rodrigues descartou qualquer afastamento do secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, sem motivação concreta, em meio às investigações da Operação Compliance Zero da Polícia Federal que apuram irregularidades envolvendo o Banco Master no sistema financeiro. A posição do governo acompanha os desdobramentos recentes, incluindo o afastamento do senador Jaques Wagner da liderança do governo petista no Senado.
Durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (29), Jerônimo reforçou que não deve haver afastamento de qualquer secretário sem provas. Eduardo Sodré é citado como advogado ligado à família, ao mesmo tempo em que o governador afirma não estar seguindo nenhum “script” para desligar alguém em função das denúncias.
O STF, em decisão divulgada, autorizou a liberação de mandados de busca e apreensão contra Sodré e o empresário Augusto Lima, conforme apontam registros da peça judicial. A Polícia Federal afirma que, em conversas com Lima, o secretário mencionou boletos, notas fiscais e documentos a serem assinados para a formalização de pagamentos.
Jerônimo ressaltou que não há julgamento para definir a saída de qualquer secretário e reiterou solidariedade à família Sodré, mas manteve o tom de cautela diante de denúncias ou julgamentos que ainda não estejam amparados por provas.
O caso também envolve o senador Jaques Wagner, que, segundo as apurações, foi afastado da liderança do governo no Senado após a revelação de sua relação com o empresário Augusto Lima, destacando o peso político da investigação no cenário baiano.
Fique atento aos próximos desdobramentos e compartilhe sua leitura sobre o tema nos comentários. Sua opinião ajuda a entender como casos dessa natureza afetam a política estadual e a gestão ambiental na Bahia.
