Diretora de Anatomia do Caos compara CPI da Covid a BBB: “Era viciada”

Documento audiovisual de Dandara Ferreira, Anatomia do Caos mergulha nos bastidores da CPI da Covid-19 e nos corredores do Congresso em 2021, revelando depoimentos inéditos e a distância entre o discurso público e a prática nos meandros do poder. O filme parte de um marco — a eclosão da pandemia — para oferecer uma leitura sobre responsabilidade histórica e memória democrática.

A diretora acompanhou sessões com a câmera na mão, além de registrar conversas fora das transmissões oficiais. Ela descreve o trabalho como um olhar que transforma a CPI num microcosmo da crise sanitária: “Eu decidi pegar uma câmera e filmar a CPI como se fosse um reality show.” O resultado não é apenas um relatório, mas um retrato de pessoas, conflitos e documentos que, na visão dela, ajudaram o país a enxergar o que estava por trás das falas públicas.

“Tinha um interesse muito grande em acompanhar a CPI. Eu era viciada. Acabou o Big Brother e a CPI virou o negócio que eu assistia o dia inteiro quando estava em casa sem ter o que fazer”, relembra em entrevista ao Metrópoles.

Entre os temas centrais, aparecem as relações de poder, os debates que antes da pandemia pareciam apenas números e a percepção de que a casa legislativa se tornava palco de disputas que desenhavam o país. A produção também mostra como a figura de Jair Bolsonaro ocupa posição de destaque, não como foco único, mas como elemento decisivo da crise: “O documentário não é sobre o Bolsonaro, mas ele é uma figura central porque ocupava a presidência durante a crise sanitária.” A obra ressalta ainda que a popularidade do então presidente foi fortemente impactada pela pandemia.

“O filme, na verdade, é sobre uma estrutura de poder e uma vulnerabilidade coletiva. É sobre a responsabilidade histórica e justiça. Porque esquecer uma tragédia não quer dizer superá-la. Porque democracia também é memória”, afirma Dandara Ferreira.

Além de Bolsonaro, o documentário destaca investigações sobre o chamado gabinete paralelo, a convocação de Luciano Hang e a participação de parlamentares como Simone Tebet e Rogério Carvalho, além de refletir sobre o papel dos familiares das vítimas que acompanharam as discussões para não deixar o tema morrer. O trailer e o material de divulgação ajudam a situar o filme como uma reflexão sobre o peso das decisões durante a crise.

Galeria de imagens


A produção chega aos cinemas com debates públicos, iniciando no Distrito Federal em 30 de junho, com pré-estreia no Cine Brasília e contornos nacionais a partir de 2 de julho em várias capitais. O projeto sugere que a democracia também é memória e serviço público, não apenas pavimentos de palanque.

Ao contemplar as imagens, o filme reforça a ideia de que a história não pode ser esquecida. “Democracia também é memória.” O lançamento acompanha uma rodada de debates com a presença da diretora, reforçando o compromisso com o diálogo sobre ações futuras na arena pública.

Meta descrição: Anatomia do Caos, dirigido por Dandara Ferreira, revela depoimentos inéditos da CPI da Covid-19 e bastidores do poder, convidando o público a refletir sobre responsabilidade histórica, memória democrática e os impactos da pandemia. Palavras-chave: Anatomia do Caos, CPI da Covid-19, Dandara Ferreira, Bolsonaro, democracia, memória.

E você, o que achou da leitura que o documentário oferece sobre o peso das decisões tomadas naquela crise? compartilhe nos comentários como a história da CPI e dos bastidores da pandemia dialogam com o Brasil de hoje.

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