MG: operação combate tráfico de aves silvestres na Zona da Mata e Sul

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Uma operação integrada entre o Ministério Público de Minas Gerais, a Polícia Civil, a Polícia Militar Ambiental, o Ibama e o IEF cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em quatro municípios mineiros, resultando na prisão de seis suspeitos ligados ao tráfico de aves silvestres. A ação também permitiu a apreensão de animais para avaliação, bem-estar e destinação adequada, em uma investida de grande alcance contra a criminalidade ambiental.

MPMG / Divulgação
Várias gaiolas com animais apreendidos operação Libertas

Belo Horizonte — Uma operação integrada pelo Ministério Público de Minas Gerais, em parceria com as Polícias Civil e Militar de Meio Ambiente, Ibama e IEF, resultou na prisão de seis pessoas ligadas ao tráfico de aves silvestres. Deflagrada na terça-feira (1º/7), a ação faz parte da operação Libertas, com atuação nas regiões da Zona da Mata e Sul de Minas.

A investigação, conduzida pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Juiz de Fora, visa desarticular uma organização criminosa que captura aves silvestres na Zona da Mata e no Sul de Minas para comercialização ilegal, com destino principal ao estado do Rio de Janeiro. Ao longo da operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos municípios de Juiz de Fora, Santos Dumont, Santa Bárbara do Tugúrio e Rio Novo.

Para acompanhar as diligências, a Coordenadoria Estadual de Defesa dos Animais (Ceda), vinculada ao MPMG, disponibilizou dois médicos veterinários. Eles identificaram as espécies, avaliaram o bem-estar dos animais e verificaram possíveis casos de maus-tratos, assegurando o manejo adequado durante a intervenção.

Prisões e apreensões — Em Santos Dumont, as equipes localizaram uma estrutura utilizada para a captura e venda ilegal de aves silvestres. Seis investigados foram presos pelos crimes de tráfico de animais silvestres, adulteração de anilhas, associação criminosa e manutenção irregular de animais em cativeiro. Em outras cidades, outras pessoas foram conduzidas por infrações relacionadas à manutenção irregular de fauna.

Entre os animais apreendidos, estavam espécies como o curió, considerado criticamente ameaçado de extinção, além de corrupiões, coleirinhos e outras aves nativas de alto valor comercial. Só em Rio Novo, 65 aves foram encontradas nos imóveis vistoriados, e houve ainda apreensão de veículos pela fiscalização.

Destinação dos animais — A operação mobilizou cerca de 80 policiais, com apoio do Ibama e do IEF. As aves resgatadas serão encaminhadas ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetas), onde receberão avaliação veterinária, recuperação e os procedimentos previstos na legislação ambiental para definir a destinação de cada animal.

Esta atuação evidencia o esforço das autoridades em coibir o tráfico de fauna na região e reforça a proteção das espécies nativas. E você, o que pensa sobre as ações de combate ao crime ambiental? Compartilhe suas opiniões nos comentários.

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