Bebê de 2 anos morre após 4 consultas e família questiona ação médica

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Matteo Lima Albertino, de 2 anos, deixou profundos questionamentos sobre a qualidade da assistência infantil após uma série de atendimentos em Cubatão (SP). A família relata que, em poucos dias, o quadro de saúde se deteriorou drasticamente, levando o menino a falecer após transferência para uma UTI, com uma sindicância da Prefeitura em aberto para apurar as circunstâncias.

Até a noite de 25 de junho, Matteo brincava entre casa e escola, celebrando a Copa do Mundo. Na madrugada de 26/6, ele apresentou febre alta que não cedia, mesmo com medicação caseira. No sábado (27/6), a família procurou o pronto-socorro municipal, onde a médica avaliou irritação na garganta e orientou continuar o tratamento em casa.

Nas horas seguintes, o quadro piorou: Matteo passou a ter vômitos e diarreia, além de perda de apetite. No atendimento de domingo (28/6), a médica disse que os sinais eram de uma virose, mencionando que outros casos semelhantes tinham ocorrido, sem solicitar exames ou avaliações mais profundas.

Na segunda-feira (29/6), a família voltou pela terceira vez, ao perceber novos sintomas como um abscesso anal com pus. O diagnóstico não apontou gravidade e Matteo recebeu apenas uma pomada. A mãe relembra: “Eu não sou médica, sou mãe”.

Horas depois, diante da piora, Matteo foi internado novamente e, na segunda-feira, passaram a solicitar exames de sangue em meio a preocupações crescentes quanto à gravidade do quadro. O estado do menino se agravou: ele deixou de urinar, ficou cada vez mais sonolento e respondia pouco aos estímulos.

Durante a internação, surgiram sinais de alerta sobre sepse. Uma enfermeira chegou a manifestar preocupação com a possibilidade de um quadro infeccioso generalizado, hipótese que também constou no laudo inicial do Instituto Médico Legal (IML). Matteo chegou a ser transferido para UTI, mas não resistiu.

A prefeitura informou que instaurou sindicância administrativa para apurar o caso com rigor e transparência, ouvindo os envolvidos e analisando os procedimentos adotados. A Secretaria Municipal de Saúde garantiu que não há conclusão antecipada e que os prestadores colaboram com a investigação, visando aprimorar a qualidade da assistência.

Este episódio reacende o debate sobre a saúde infantil, diagnóstico precoce e disponibilidade de leitos de UTI pediátrica. Se você acompanhou o caso ou tem experiência semelhante, compartilhe suas opiniões nos comentários.

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