A juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, da 4ª Vara Empresarial do TJRJ, declarou-se suspecta para seguir conduzindo o processo de intervenção na gestão do Vasco da Gama, após surgirem fatos não detalhados. O caso foi encaminhado à 6ª Vara Empresarial, com a designação de uma interventora provisória para acompanhar a intervenção até a definição de um novo magistrado.

A decisão ocorreu após a chegada de novos advogados do Vasco e do investidor 777 Carioca ao fórum. A magistrada afirmou ter tomado conhecimento de fatos supervenientes às 20h14 desta quinta-feira, o que a levou a concluir que não poderia permanecer no caso.
Ela detalhou que esses fatos já foram comunicados às instâncias superiores do TJRJ e configuram motivo suficiente para afastar-se da condução do processo, conforme previsto no art. 145, §1º, do Código de Processo Civil. Em decorrência, determinou o envio do feito para a 6ª Vara Empresarial.
Antes de analisar o pedido de reconsideração apresentado pelos advogados do Vasco, a magistrada informou que pretende ouvir o Ministério Público, a administração judicial e a 777 Carioca antes de qualquer decisão adicional.
Mesmo com a declaração de suspeição, Caroline Rossy nomeou, em caráter provisório, a administradora judicial Adriana Campos Conrado Zamponi para atuar junto ao conselheiro Alexandre Cordeiro Macedo, até que um novo juiz assuma a condução do caso. Macedo, vale lembrar, é ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Em decisão anterior, em 23 de junho, a juíza afastou o presidente Pedrinho e mais dois integrantes do Conselho de Administração da SAF vascaína. A advogada Samantha Longo foi indicada como interventora, mas acabou renunciando dias depois, por questões relacionadas à segurança pessoal.
O processo continua agora sob a supervisão da 6ª Vara Empresarial, com a expectativa de que novas decisões definam o rumo da intervenção e o futuro da gestão do Vasco. E você, o que acha sobre essas mudanças na condução do caso? Conte sua opinião nos comentários abaixo.
