Delegado crê em mais vítimas de diarista que matou casal em BH: “Vive do crime”

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Belo Horizonte A diarista Paola Stefany Neto Cirino, 30, foi presa em Itabira após o duplo latrocínio que tirou a vida de um advogado de 75 anos e da empresária de 76, na Região Central de Minas. A Polícia Civil descreve Paola como cruel, calculista e dissimulada, indicando que o caso pode abrir espaço para novas vítimas.

A investigação aponta que Paola foi contratada para uma faxina simples, mas ficou impressionada com objetos de alto valor e decidiu agir já no primeiro dia, dopando as vítimas para facilitar o roubo.

Segundo a polícia, ela dopou as vítimas com clonazepam e as atacou com dezenas de facadas, levando joias, relógios Cartier e Omega, celulares e dinheiro, em um montante estimado em cerca de R$ 200 mil.

O delegado Gustavo Barletta, chefe do Depatri, classifica o caso entre os mais cruéis de sua carreira e alerta que outras vítimas podem surgir, já que dois relatos já foram repassados à polícia.

Paola é descrita pela polícia como alguém que planeja os crimes e atua com frieza. Durante o interrogatório, ela chorou, mas a investigação a vê como manipuladora e dissimulada, descartando rapidamente a ideia de um surto psiquiátrico definitivo.

Além do caso do casal, testemunhas relataram que Paola já havia sido contratada por outras pessoas, com registros de furto de joias. A polícia acredita que o objetivo era converter rapidamente os bens roubados em dinheiro, mantendo o comportamento criminoso.

Há ainda informações sobre a devolução de parte dos objetos roubados: relógios de luxo foram entregues por um comprador que reconheceu o caso na imprensa. Ele não tinha conhecimento da origem criminosa dos itens, segundo a polícia. A venda de bens por valores baixos e o uso de veículo particular também são destacados pelas autoridades.

Galeria de imagens

Casal em BH
Diarista Paola
Casal morto
Advogado e empresária

O motorista que aparece em imagens levando Paola após o crime foi ouvido pela polícia: ele recebeu R$ 50 por uma corrida de R$ 30 e disse que a passageira pediu o troco, tentando vender dois pares de tênis usados durante o trajeto. A polícia descartou participação dele no crime. A joalheria e o valor dos bens mostram que o objetivo era transformar rapidamente o roubo em dinheiro.

Durante a audiência de custódia, a magistrada Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto formalizou a tipificação, convertendo o crime para latrocínio em dose dupla, conforme recomendação do Ministério Público. A apuração continua, com o inquérito previsto para ser finalizado nos próximos dias.

E você, o que acha deste caso que mobiliza Minas e o país? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.

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