Advogada do CV foi alvo inicial de operação na Bahia e levou à prisão de outros defensores; entenda cronologia

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Uma advogada foi o foco central da Operação Sintonia de Gravata, deflagrada para desarticular um esquema de comunicação entre facções criminosas dentro e fora de presídios baianos. O alvo principal, Maria Mariana Batista de Oliveira, foi presa na sexta-feira (6), após investigações apontarem ligações entre atuação jurídica e atividades ilícitas envolvendo lideranças de facções.

A ação, iniciada na última sexta-feira (3), envolve o Ministério Público da Bahia, por meio do Gaeco, além da SSP, da Polícia Civil e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Com monitoramento de câmeras de segurança em presídios, especialmente Serrinha, as autoridades identificaram comunicações entre advogados, detentos e chefes de facções como Comando Vermelho, Bonde do Maluco e Terceiro Comando Puro.

Os investigadores mostram que Maria Mariana atuava como intermediária do CV, inclusive depois da prisão de outro advogado, levando recados sobre o acondicionamento de cocaína em pinos e repassando decisões estratégicas. A captura ocorreu no parlatório do Conjunto Penal de Serrinha, unidade de segurança máxima, onde foi flagrada conversando com seu cliente sobre a preparação de cocaína para venda. A ação também revelou que outras pessoas ligadas ao mesmo espaço utilizavam prerrogativas da profissão para manter esse canal de comunicação entre o mundo prisional e o exterior.

Entre as provas, em 2 de outubro de 2025, o interno Gledson Bonfim do Nascimento ordenou que uma tia buscasse duas pistolas para uma entrega de entorpecentes. Em 7 de outubro de 2025, Ícaro Cardoso Viana foi flagrado em reunião com detentos da facção Bonde do Maluco, tratando da distribuição de drogas e da reposição de estoque. Os relatos indicam que a infiltração de advogados no sistema prisional era um padrão sistêmico, utilizado por várias facções para manter suas redes ativas.

A operação resultou na prisão de dez advogados e no cumprimento de mandados contra 12 detentos. Foram apreendidos notebooks, celulares e documentos que podem aprofundar as investigações. Também foi determinada a indisponibilidade de ativos até o limite mínimo de R$ 10 milhões, com bloqueio de veículos, imóveis, embarcações e aeronaves, para impedir a movimentação de recursos vinculados às atividades ilícitas. Ao todo, mais de 100 profissionais participaram, integrando o GNCOC — Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas —, em uma mobilização nacional para enfrentar facções criminosas.

E você, como encara o papel da defesa nesse tipo de operação? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre segurança pública e justiça no estado.

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