O rapper Rivas Alves, referência da cultura hip-hop no Distrito Federal, morreu aos 56 anos após enfrentar um câncer. O velório ocorre nesta terça-feira, 7/7, às 11h30, no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga, com o sepultamento previsto para as 17h.



O falecimento de Rivas Alves em meio à luta contra o câncer marca uma data triste para a cena hip-hop do DF. Conhecido por unir arte, fé e ação comunitária, ele deixa um legado que vai muito além das rimas e do ritmo. O velório acontece no Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga, e o sepultamento está previsto para as 17h.
Nascido em 27 de julho de 1969, Rivas se revelou como referência do hip-hop brasiliense ao longo de mais de quatro décadas. Atuou como B-boy, grafiteiro e rapper, integrou o grupo Álibi — um dos pioneiros do rap no Distrito Federal — e, junto ao parceiro Rei, comandou o Rap Total Podcast, que explorava a história do hip-hop de Ceilândia e região.
Além da performance, ele dedicou-se à formação de jovens por meio da Casa do Hip-Hop de Ceilândia, promovendo atividades culturais, educação artística e ações sociais. Seu trabalho consolidou Ceilândia como um polo relevante do movimento, conectando comunidade, fé e transformação social.
Segundo a família, que confirmou a notícia pelas redes sociais, Rivas vinha enfrentando problemas de saúde nas últimas semanas. Inicialmente diagnosticado com pneumonia, exames posteriores apontaram também a presença de câncer. A equipe de saúde relatou diante da gravidade da situação a pressão assistencial que enfrentava a rede pública diante da demanda.
“Hoje nos despedimos de um grande artista, cuja criatividade, talento, fé e sensibilidade marcaram a vida de muitas pessoas. Rivas deixa um legado que vai além da arte, inspirando e unindo a comunidade.”
Ao longo da vida, Rivas Alves foi uma referência de Ceilândia para o Brasil: professor, criador de oportunidades e defensor da cultura como motor de transformação. Sua trajetória permanece como inspiração para quem mantém a fé na arte como instrumento de mudança social.
E você, que lembrança tem de Rivas Alves e do impacto dele na cultura hip-hop do DF? Deixe seu comentário abaixo com histórias, recordações ou perspectivas sobre o legado dele e o papel da Ceilândia no movimento. Suas palavras ajudam a manter viva a memória desse artista e militante cultural.
