Polícia Federal deflagrou a 10ª fase da Operação Compliance Zero, na manhã desta quinta-feira (9), para investigar suposta atuação coordenada em redes sociais com o objetivo de abalar a credibilidade do Banco Central do Brasil. A ação, autorizada pelo STF, cumpre mandados de busca e apreensão em Brasília.
Entre os alvos está o publicitário Thiago Miranda, proprietário da agência Mithi, que, segundo a PF, teria intermediado um investimento de 62 milhões de reais no documentário Dark Horse, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro. A investigação envolve dois mandados na capital federal, conforme determinação judicial.
Além de ataques à instituição financeira, a PF aponta que o grupo busca desarticular uma possível organização criminosa que utilizaria táticas de intimidação contra jornalistas, monitoramento ilegal de pessoas ligadas a autoridades públicas e obtenção de informações sigilosas, com indícios de interferência em investigações em curso.
Os investigados podem responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, embaraço à investigação e violação de dados e de dispositivos informáticos.
As apurações continuam para esclarecer a atuação do grupo e identificar todos os envolvidos, segundo a Polícia Federal.
Fique atento aos novos desdobramentos e deixe sua opinião nos comentários sobre o impacto de táticas digitais na credibilidade de instituições públicas e na liberdade de imprensa. Como você enxerga o equilíbrio entre segurança, investigação e transparência neste tipo de operação?
