Amigo de Robinho, Barão do Café foi preso em ação contra alvo dos EUA

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Resumo: enquanto Victor Shimada permanece foragido, a PF amplia o foco para Joao Gilberto Codognotto, apontado como operador financeiro do grupo ligado ao PCC. A Operação Exchange, deflagrada na sexta-feira, 3/7, não localizou Shimada, mas revelou conexões entre empresas, transações e redes internacionais de dinheiro.

No dia 1º de julho, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou Shimada, Stella Stefanie de Oliveira e empresas associadas por suposta ligação com o PCC. A ofensiva policial, que já contava com mandados de busca, ganhou impulso com a operação Exchange, que na sexta-feira, 3/7, foi deflagrada de forma relâmpago, sem encontrar os principais alvos. As informações congregadas a partir de celulares apreendidos nos EUA alimentam as investigações internacionais, segundo autoridades.

Nesta semana, além de Shimada, outros investigados, como Stella Stefanie de Oliveira e João Gilberto Codognotto, foram soltos. O Metrópoles revelou que Shimada avalia entregar-se à PF, e a defesa prepara um habeas corpus no TRF-3 para tentar reverter a prisão preventiva.

Codognotto, conhecido como Barão do Café, já havia sido detido anteriormente, em 2024, por lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A trajetória envolve uma amizade com o ex-jogador Robinho, descrita no livro Tremembé: o presídio dos famosos, que o retrata como empresário do café. O encontro entre os dois, no passado, seria a base de um pacto de reencontro na mansão de Guarujá para saborear o kopi luak, café caro fermentado pela civeta.

De acordo com documentos da PF, uma das empresas do Barão do Café, a JGC Intermediação de Negócios Eireli, recebeu recursos de Shimada por meio de uma chave PIX associada às iniciais de Codognotto. Interceptaram-se mensagens entre eles sobre operações no Brasil e no exterior, incluindo a ideia de depositar o equivalente a 50 mil dólares em guarani no Paraguai. Em outra troca, Codognotto solicita transferências para os EUA, mandando dados de uma conta da empresa Raízen para movimentar cerca de R$ 120 mil. A PF suspeita de fachada financeira ou de “triangulação de valores” para ocultar a origem e o destino dos recursos movimentados. A Raízen, por sua vez, afirmou responder aos esclarecimentos e negou qualquer relação com os fatos investigados.

“A Raízen esclarece que não tem qualquer relação com os fatos investigados no âmbito da operação Exchange e já adotou as medidas judiciais cabíveis para o esclarecimento dos fatos”, disse em nota.

Os investigadores ainda apontam que Codognotto apresentou Shimada a um potencial cliente para atuar como doleiro, que buscava receber 1 bilhão de pesos argentinos no Brasil, em reais. A defesa de Codognotto não respondeu até o fechamento desta edição.

E você, o que acha dessas relações entre indivíduos, empresas e operações transnacionais envolvendo o PCC e redes internacionais? Deixe sua opinião nos comentários; sua leitura pode ajudar a esclarecer caminhos complexos dessas investigações.

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