Categoria busca pressionar Davi Alcolumbre para que paute no Senado a votação de MP que pode caducar a partir de quinta-feira (16/7)

A MP 1.343, que cria um piso salarial de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do transporte de cargas e amplia a fiscalização do frete, coloca o Senado sob pressão. A paralisação dos portos pode começar à meia-noite de 13/7, caso o texto não seja votado até a próxima quinta-feira (16/7), evitando assim que a medida caducar.
O movimento foi anunciado pelo presidente da Abrava, Wallace Landim, o Chorão, que afirmou que a categoria vai parar os portos a partir da zero hora para forçar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a pautar a matéria. A iniciativa busca também que o Congresso vote o texto que atende a diversas demandas dos caminhoneiros.
“Essa manifestação, essa paralisação, não é o Chorão, não é o Pedro, não é o Zé Trovão que está chamando. Quem está chamando essa paralisação se chama Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal do nosso Brasil”, declarou Landim.
A previsão é de que a MP seja levada à pauta no Senado na terça-feira (14/7). Enquanto isso, o movimento orienta que, na prática, o transporte não decole de forma ampla até a decisão sobre a votação ficar clara.
“Terça-feira a gente tem uma sinalização que vai colocar para votar, mas a orientação é que o caminhoneiro não saia para viajar a partir da 0h, para que possamos acompanhar até terça para ver se de fato vai entrar na pauta para votar, e não vamos aceitar perder essa MP, caducar ela. Alcolumbre, você foi avisado. Agora você segura, meu irmão”, afirmou Chorão.
O texto descreve o conjunto de mudanças propostas: além de institucionalizar o piso, a MP reforça os mecanismos de fiscalização do frete e estabelece um piso mínimo de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas. O governo também propõe alterar as regras de cálculo do piso, levando em conta custos operacionais como combustível, manutenção e seguros. A medida foi editada em março pelo presidente Lula, em meio a ameaças de greve dos caminhoneiros.
A Câmara aprovou a MP em 17 de junho, incluindo um jabuti que prevê o perdão de multas para caminhoneiros e transportadores punidos por bloqueios de estradas após a vitória de Lula em 2022. A expectativa é que o Senado avalie a matéria nos próximos dias, sob forte pressão dos caminhoneiros.
A discussão envolve ainda a definição de como serão incorporados custos operacionais ao cálculo do frete, o que pode impactar diretamente o custo final do transporte de cargas. O anúncio de paralisação e as ameaças de veto a pontos específicos da MP ampliam o cenário de tensão entre o governo e a categoria.
Palavras-chave: caminhoneiros, MP 1.343, frete, piso mínimo, Alcolumbre, Chorão. Meta descrição: Caminhoneiros pressionam o Senado para votar a MP 1.343, que cria piso de R$ 5 mil e reforça fiscalização do frete; paralisação de portos pode ocorrer caso a votação não ocorra até o dia 16/7.
Qual é a sua leitura sobre esse momento de pressão para a votação da MP? Como essa mobilização pode impactar a logística e o preço do frete nos próximos dias? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.
