Confira estratégias que ajudam a tirar as crianças da frente das telas de forma tranquila e aproveitar momentos familiares
Durante as férias, manter as crianças longe das telas pode ser um desafio. Este texto traz estratégias simples e eficazes para transformar o tempo diante de dispositivos em momentos de descobertas, orientado por especialistas e dados recentes sobre os impactos do uso excessivo de telas.





A pandemia de tecnologia pode deixar as telas como a opção mais simples. A ideia, no entanto, não é censurar aparelhos, e sim apresentar alternativas atrativas o suficiente para competir com eles. “A criança não precisa de muito. Basta uma atividade que desperte a curiosidade e faça com que ela deixe o celular de lado”, diz Juliana Batista, diretora da Papelaria Pedagógica. Quando a criança encontra algo que a prende, o tempo de tela tende a diminuir naturalmente.
O ponto de partida é observar os interesses da criança e buscar atividades dentro desse universo. O objetivo não é banir o uso de dispositivos, mas, aos poucos, substituir por opções cativantes que promovam aprendizagem, movimento e convivência em família.
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Os perigos das telas não são apenas contagem de horas: o uso excessivo pode afetar o desenvolvimento neurológico, causar atrasos na fala e na atenção, favorecer o sedentarismo, obesidade e miopia precoce, e ainda trazer impactos emocionais como ansiedade, isolamento e dificuldade de autorregulação. ASBP/OMS recomendam evitar telas para crianças até os 2 anos, reconhecendo esse período como crucial para habilidades motoras e cognitivas.
Dados de 2025, coletados pelo Datafolha a pedido da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, mostraram que 94% das crianças de 4 a 6 anos estão expostas às telas diariamente, com 2 a 3 horas diárarias em dispositivos. Ainda, 56% dos brasileiros veem o uso excessivo como prejudicial à saúde das crianças. Esses indicadores reforçam a necessidade de substituções graduais por atividades que promovam desenvolvimento e convivência familiar.
Para cada faixa etária, há caminhos práticos: 2 a 4 anos, investir em imaginação e movimento com massinhas, brinquedos de encaixe e pinturas simples, com os pais participando; 5 a 7 anos, jogos de tabuleiro, quebra-cabeças e atividades em grupo ajudam foco e habilidades sociais; 8 a 12 anos, colocar a criança em projetos criativos — artes, artesanato e colagens —, envolvendo pais para demonstrar novas formas de ocio sem tela.
E você, quais atividades têm funcionado na sua casa para reduzir o tempo de tela? Compartilhe suas experiências nos comentários e inspire outras famílias a encontrar o equilíbrio entre tecnologia e convivência de qualidade.
