A Bahia registrou 15 barragens em situação crítica no ano passado, segundo o Relatório de Segurança de Barragens 2026 (RSB 2026) da ANA. O documento aponta riscos elevados de perda de vidas humanas em estruturas sob fiscalização de órgãos federais e estaduais, reforçando a preocupação com a segurança das comunidades próximas.
O levantamento, que acompanha barragens de mineração, irrigação, abastecimento e hidrelétricas desde 2011, aponta que o Brasil soma mais de 14 mil barragens, com 821 registradas na Bahia. No estado, a maior parte foi construída para irrigação (349) ou para o abastecimento humano (227). A fiscalização fica por conta de Inema, ANM, Aneel e da própria ANA.
Entre as 15 barragens classificadas como críticas, todas foram consideradas de alto risco de perda de vidas humanas. Quatro não se enquadram nesse critério: RES 02, Fazenda São José, RES 01-A e RES 01-B. Mesmo com indícios de erosão, escorregamento ou rachaduras, a maioria continua operando sem interrupção.
Brejinho Saladino I (567) — Ibicoara — Inema; Barragem 01 (1208) — Maiquinique — ANM; Barragem 02 (1209) — Maiquinique — ANM; Tamboril II (7144) — Morro do Chapéu — Inema; RES 02 (22002) — Mata de São João — Inema.
Fazenda São José (25848) — Porto Seguro — Inema; Brejão (26439) — Morro do Chapéu — Inema; DIQUE 2 (27585) — Maiquinique — ANM; RES 01-A (28761) — Mata de São João — Inema; RES 01-B (28793) — Mata de São João — Inema.
TQ 6301 A POND 1 A (29362) — Caetité — ANM; TQ 6301 B POND 1 B (29363) — Caetité — ANM; TQ 6303 POND 3 (29364) — Caetité — ANM; TQ 6302 POND 2 (29390) — Caetité — ANM; TQ 63102 Bacia de Águas Pluviais (35632) — Caetité — ANM.
Quanto à atuação dos órgãos fiscalizadores, sete das quinze barragens críticas foram notificadas e incluídas no Plano Anual de Fiscalização de Segurança de Barragens (PAFSB), com oito outras recebendo vistorias em 2025. A prioridade é acompanhar de perto estruturas de alto risco e inibir potenciais impactos sobre moradores, estradas e áreas de tráfego.
A situação na Bahia evidencia a necessidade de monitoramento contínuo e de ações efetivas de gestão para reduzir riscos às comunidades próximas. Gostou da apuração? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas perspectivas sobre as medidas que podem ampliar a segurança das barragens na região.
