Fala do Edinho Silva foi feita durante o lançamento nacional dos Comitês Populares de Luta em Salvador (BA) nesta quarta-feira (15/7)

O PT confirmou o apoio público ao senador Jaques Wagner durante o lançamento nacional dos Comitês Populares de Luta, realizado em Salvador (BA). A declaração ocorreu na mesma ocasião em que Edinho Silva reforçou a aliança do partido com Wagner, alvo de investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master.
“Quem aqui já achou que foi injustiçado? Mas o tempo é o senhor da razão. Quero dizer que tem um homem na Bahia que é motivo de orgulho para nós do Brasil e esse homem tem nome que é Jaques Wagner.”
A fala de Edinho foi proferida durante o lançamento do movimento, na Quadra da Paróquia Santa Mônica, em Salvador. O gesto público de apoio surge como continuidade à posição do PT desde a nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho, que acentuou as cobranças e a cautela sobre o parlamentar baiano. O PT chegou a descrever Wagner como depositário da confiança do partido, afirmando que espera que ele prove sua inocência.
Investigação em curso aponta para a apuração da PF sobre possível envolvimento de Wagner em pautas do Congresso que teriam relação com o Banco Master. Relatos obtidos a partir de mensagens no celular do empresário Augusto Lima indicam que o senador atuaria como interlocutor relevante em temas como crédito consignado, a venda do banco ao BRB e propostas associadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Entre as suspeitas também estão benefícios atribuídos ao senador, como viagens de avião, ingressos para shows e um apartamento em Salvador. Wagner nega irregularidades, afirma ter mantido apenas vínculos institucionais com os envolvidos e reitera que não foi denunciado nem se tornou réu no caso. Em meio ao desgaste, ele deixou a liderança do governo no Senado em 24 de junho, decisão tomada em comum acordo com Lula, e afirmou que se dedicaria a provar a própria inocência, além de apoiar Lula, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a tentativa de reeleição ao Senado.
De forma geral, o episódio reacende o debate sobre a influência de aliados investigados e a forma como o PT, e seus quadros, conduzem a relação com Wagner. Enquanto o partido mantém o tom de apoio público, a PF prossegue com a apuração de possíveis vínculos entre Wagner e as pautas do Banco Master, conforme apuração dos investigadores.
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