Estudantes baianos recebem medalhas da Olimpíada Brasileira de Matemática

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O talento de estudantes da rede estadual de ensino foi celebrado nesta semana durante a cerimônia regional de premiação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) em Salvador, destacando medalhas e reconhecimentos que reforçam o papel da educação na Bahia. A solenidade evidenciou o esforço de alunos, professores e famílias na busca por excelência matemática.

Destaques entre os estudantes, Giselle Santos Cruz, do Colégio Estadual Dois de Julho, conquistou bronze nacional e prata regional. Ela enfatizou que o resultado é fruto do trabalho coletivo: “Cada medalha aumentou a minha motivação para continuar estudando. O apoio dos meus professores, da minha família e da escola foi essencial para essa caminhada. Quero dizer aos outros estudantes para nunca desistirem dos seus sonhos, porque a Matemática pode nos levar muito longe.”

Outro destaque foi Jancarlos de Faria Nascimento, da Escola Estadual Teodoro Sampaio, no bairro de Pirajá, que ressaltou a evolução ao longo das participações: “A OBMEP transformou a minha trajetória. Comecei sem conhecer a competição e, com dedicação, consegui superar desafios. A Matemática, realmente, abriu novos caminhos para mim.”

Os professores de Matemática Carlos Rocha, do Colégio Estadual da Bahia Central, e Sara Rocha, do Colégio Estadual Dois de Julho, destacaram que despertar o interesse dos jovens exige dedicação diária. “É um trabalho de formiguinha, de visitar salas, convidar estudantes e mostrar que eles são capazes. Cada medalhista inspira muitos outros a acreditarem no próprio potencial”, afirmou Carlos. “Quando encontramos um aluno disposto a aprender, todo o esforço vale a pena. A Matemática pode ser ensinada de forma criativa, estimulando o raciocínio e a confiança”, completou Sara.

Para a diretora Rosenilda Mesquita de Santana, incentivar a participação em olimpíadas amplia horizontes e fortalece a iniciação científica. “Essas experiências despertam talentos e aproximam nossos estudantes da ciência. O apoio da Secretaria da Educação do Estado, aliado ao empenho dos professores, faz toda a diferença para que esses jovens alcancem resultados cada vez melhores”, afirmou.

O coordenador regional da OBMEP em Salvador e na Região Metropolitana, Roberto Sant’Anna, do Instituto de Matemática e Estatística da UFBA, ressaltou que cada medalha representa uma história de dedicação: “Esses resultados têm nome, sobrenome e revelam o talento matemático da Bahia. O apoio das famílias é fundamental para que esses estudantes cheguem até aqui. A medalha não é um ponto de chegada, mas um incentivo para sonharem ainda mais alto.” Em 2025, a Bahia teve 813 escolas estaduais premiadas — o equivalente a aproximadamente 78% das unidades da rede —, além de 1.990 estudantes reconhecidos entre medalhas e menções honrosas.

E você, já participou de alguma olimpíada ou acompanhou a história de algum aluno que encontrou na matemática um caminho para o futuro? Conte nos comentários como a OBMEP tem impactado a educação da sua região, ou compartilhe a sua experiência com o ensino de exatas na escola pública.

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