Resumo: Bolsonaro vive um momento conturbado, sob tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar após condenação por participação na trama golpista. Apesar das restrições, sua influência no PL persiste, alimentando disputas internas entre Flávio e Michelle e moldando as estratégias eleitorais para 2026. O cenário mistura decisões judiciais, narrativas políticas e a persistência do ex-presidente como articulador central do partido.
A vida jurídica dele começou a se desenrolar após a PF apontar que Eduardo Bolsonaro, então deputado, buscava impor sanções ao Brasil a partir dos EUA. Moraes então ordenou o uso da tornozeleira. Bolsonaro chegou a ser indiciado em agosto, mas, em parecer de setembro, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que não havia elementos suficientes para sustentar uma denúncia de participação direta do ex-presidente na suposta coalizão com autoridades estrangeiras.
O julgamento da chamada trama golpista ocorreu na Primeira Turma do STF, sob a condução de Moraes. O relator votou pela condenação de Bolsonaro, afirmando que a organização liderada pelo ex-presidente buscava impedir a alternância de poder desde 2021 até os atos de 8 de janeiro de 2023. O ministro Luiz Fux divergiu, defendendo a absolvição de Bolsonaro em relação aos crimes imputados pela PGR.
Concluída a apreciação, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, tornando-se o primeiro ex-presidente a ser condenado por crimes contra a democracia. Enquanto cabem recursos, ele permaneceu em prisão domiciliar, com as medidas cautelares em vigor.
Em seguida, surgiu o registro de uma suposta violação da tornozeleira durante a madrugada de 22 de novembro, levando agentes a monitorar novamente a residência do ex-presidente. Bolsonaro afirmou ter utilizado um ferro de solda “por curiosidade”, dizendo que não rompeu a pulseira.
Antes disso, no trânsito entre as fases da punição, Bolsonaro passou por hospitalizações, internações e procedimentos médicos, acumulando complicações relacionadas à facada de 2018. Em janeiro, foi transferido para o Núcleo de Custódia da Papuda, conhecido como Papudinha, buscando condições mais estáveis, enquanto a Justiça avaliava novas medidas.
Mesmo com as restrições, Bolsonaro manteve frequência na arena política. Entre visitas autorizadas e encontros com assessores, o ex-presidente continuou influenciando o PL, especialmente nas candidaturas de 2026. Em agosto, a família vivenciou novas tensões públicas: Flávio Bolsonaro divulgou uma carta de apoio à pré-candidatura do senador, enquanto Michelle e outros próximos tentavam ajustar estratégias dentro do partido.
Galeria de imagens: veja alguns momentos ligados ao período, com imagens de alto impacto político e social. (Galeria a seguir)




A disputa dentro do PL ganhou contornos ainda mais complexos em junho, quando Michelle Bolsonaro sinalizou de manter a pré-candidatura ao Senado, mas deixou em aberto a desistência. A tentativa de reconciliação entre Flávio e o partido também chamou a atenção do presidente do PL, que tentou facilitar um acordo entre as partes. Enquanto o desgaste persiste, Bolsonaro continua sendo a referência decisiva para o 1º grupo do partido, com convenções marcadas para julho e a influência ainda determinante para as escolhas eleitorais de 2026.
E você, como vê o cenário da direita para 2026? Acredita que as decisões de Bolsonaro e a dinâmica entre Flávio e Michelle vão moldar o rumo do PL? Comente abaixo suas perspectivas e expectativas para as eleições.
