Resumo: dados do Ministério da Gestão e Inovação apontam que o teletrabalho e o modelo híbrido já atingem 24% da força de trabalho da administração pública federal em maio de 2026, com o Programa de Gestão e Desempenho (PGD) orientando metas, entregas e resultados.

No total, 147,8 mil servidores participam do Programa de Gestão e Desempenho (PGD), que substitui o controle de ponto por metas, entregas e resultados. Desse grupo, apenas 39,6 mil trabalham presencialmente, ou seja, a maior parte atua remotamente ou em regime híbrido. A adesão ao modelo home office fora do PGD, segundo a pasta, não é autorizada, mas há mais de 100 mil servidores ativos nesse regime em determinadas situações, sempre no âmbito da administração pública federal civil — excluindo militares e procuradores.
Entre dezembro de 2024 e maio de 2026, houve evolução no teletrabalho. Em dezembro de 2024, 12,16% (mais de 53 mil servidores) atuavam nessa modalidade; esse contingente subiu para 16,5% (mais de 73 mil) em maio de 2026. O teletrabalho integral, por sua vez, permaneceu estável em torno de 7% da força de trabalho.
A adesão por órgão também varia bastante. Confira os que lideram o teletrabalho no serviço público federal:
- ANAC: 95,2%;
- ANS: 90,8%;
- Ancine: 89,3%;
- ANP: 88,2%;
- CVM: 84,4%.
Entenda o funcionamento do PGD
- O PGD é um modelo de gestão que substitui o controle de jornada pelo foco em metas, entregas e resultados.
- Instituído na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, o programa organiza o trabalho com base em qualidade e efetividade.
- Pode ser executado em formatos variados: presencial, teletrabalho parcial ou integral.
- Busca ampliar a eficiência do serviço público, com mais inovação e alinhamento entre metas das unidades.
- Podem participar efetivos, comissionados, temporários e estagiários, conforme regras de cada órgão.
Reforma administrativa quer regulamentar home office
Um projeto apresentado pelo deputado Pedro Paulo prevê regras mais rígidas para o teletrabalho nos órgãos federais: limite de 20% dos servidores de cada órgão, com a maioria da equipe funcionando presencialmente. A adesão ao modelo ficaria condicionada ao cumprimento de metas, com maior controle das entregas e presença obrigatória para cargos considerados estratégicos.
Apesar de ter sido apresentado como parte de um esforço de modernização, a proposta ainda não avançou no Congresso, sobretudo pela falta de consenso político sobre mudanças estruturais no funcionalismo. E você, qual o seu sentir sobre o equilíbrio entre flexibilidade e eficiência na atuação pública? Deixe sua opinião nos comentários.
