Três ex-presidiários da política do Distrito Federal se unem para costurar uma chapa para 2026, reunindo José Roberto Arruda, Gim Argello e Paulo Octávio. O foco é definir o vice e avaliar a possibilidade de Paulo Octávio concorrer ao Senado, com PSD e Avante formalizando alianças em uma convenção conjunta para CLDF e Câmara dos Deputados.
Arruda, ex-governador, carrega um histórico de seis condenações em segunda instância ligadas à Operação Caixa de Pandora. Ele também está entre os condenados a ressarcir aos cofres públicos cerca de R$ 595 milhões, valor já atualizado. Mesmo sob risco de inelegibilidade, Arruda busca viabilizar uma candidatura em 2026, contando com mudanças em discussão no STF na Lei da Ficha Limpa.
Paulo Octávio, atual pré-candidato ao Senado pelo PSD, já foi condenado em 2022 pela 6ª Vara da Fazenda Pública do DF por improbidade administrativa envolvendo autorizações para a construção do JK Shopping. Em agosto de 2022, firmou acordo com a Promotoria de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) que afastou sanções de inelegibilidade por dez anos e multas de cerca de R$ 65,4 milhões.
Gim Argello, ex-senador, foi condenado em 2016 pela Justiça Federal a 19 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de investigações; a pena foi reduzida para 11 anos e 8 meses em 2017. Após cumprir parte da sentença, foi solto em 2019 por indulto de Natal (de Temer) e, em 2022, a Quinta Turma do STJ anulou integralmente a condenação na Lava Jato.
Entre as negociações, o Avante avalia indicar o vice na chapa encabeçada por Arruda ou lançar um nome ao Senado. Também surge a possibilidade de Jorge Argello, filho de Gim, ser apresentado como vice-governador. Outra hipótese em estudo é Paulo Octávio abrir mão da disputa pelo Senado para atuar como vice de Arruda, abrindo espaço para Jorge Argello disputar a Casa Alta.
PSD e Avante deverão realizar uma convenção conjunta no DF em 26 de julho para oficializar suas candidaturas à Câmara Legislativa e à Câmara dos Deputados, fortalecendo uma frente que mistura nomes com passados conturbados e leituras diferentes sobre a renovação política no território.
Mesmo com o passado de controvérsia, o grupo aposta em desenho estratégico para 2026, buscando consolidar espaço institucional no cenário local. E você, o que pensa sobre essa reunião de ex-prisioneiros na política do DF? Deixe sua opinião nos comentários.


