
Imagem obtida pelo Metrópolis resume o foco da cobertura: no Distrito Federal, a mãe da influencer Lauanny Ferreira e a sogra Moara Guimarães Mota teriam enviado mensagens à ex-amiga da filha e à mãe dela, pressionando para que retirassem a queixa e ameaçando divulgar vídeos íntimos. A Justiça entendeu que tais atitudes configuram intimidação contra a vítima, que é testemunha no caso envolvendo a morte do adolescente Rodrigo Castanheira. Enquanto isso, Pedro Turra permanece preso preventivamente desde 30 de janeiro, e o MPDFT protocolou uma nova denúncia contra ele, com audiência de instrução e julgamento marcada.
As publicações das investigadas visavam descredibilizar a jovem e influenciar seu comportamento no processo, ao mesmo tempo em que ampliavam a exposição da vítima. O juiz Gilmar Rodrigues da Silva, da 2ª Vara Criminal de Águas Claras, manteve as medidas cautelares em 10 de julho, apontando que as postagens tinham potencial para intimidar e constranger a testemunha.
O 1º contato ocorreu quando a vítima procurou a polícia para registrar um Boletim de Ocorrência após ter sido forçada a ingerir bebida alcoólica por Turra, ainda menor, durante uma confraternização no ano anterior. Entre março e julho, Lauanny e Moara passaram a enviar mensagens exigindo a retirada da queixa e até ameaças de divulgar registros íntimos, incluindo um vídeo tomado sem consentimento quando a vítima tinha 12 anos.
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Em outra postagem, a sogra de Turra chamou a vítima de Judas e a acusou de ter traído a confiança da família, além de mencionar que a jovem recebia presentes, transporte por aplicativo e outras despesas pagas pelas investigadas. Segundo a defesa, as publicações visaram o direito de resposta, mas o magistrado ressaltou que isso não autoriza a exposição indevida da testemunha e confirmou que as medidas cautelares são proporcionais para reduzir a animosidade entre as partes.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apresentou nova denúncia contra Turra na última quinta-feira, 16 de julho, cobrando fornecimento de bebida alcoólica a menor e constrangimento ilegal. O juiz André Silva Ribeiro, da 1ª Vara Criminal de Águas Claras, indeferiu a absolvição sumária e ordenou a continuidade da ação penal, autorizando a produção de provas orais e a intimação de testemunhas para a fase de instrução. Turra segue preso preventivamente desde 30 de janeiro, sob acusações ligadas à agressão e à morte de Rodrigo Castanheira.
Em síntese, a continuidade do caso envolve a defesa de Turra, as ações das familiares que o cercam e a proteção à vítima, com a Justiça mantendo o foco na apuração de responsabilidades e na garantia de devidas provas, sem deixar de observar os direitos de defesa de todos os envolvidos.
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