NASA revela um “beija-flor” escondido na Antártica

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Palavras-chave: NISAR, radar de banda L, Antártida, beija-flor, Nunatak Zaterjavshijsja, NASA, ISRO

Meta Descrição: Imagem da Antártida, gerada com radar de banda L via satélite NISAR, mostra formação apelidada de “beija-flor” e o Nunatak Zaterjavshijsja; divulgação pela NASA/ISRO.

Cientistas da NASA e da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO) utilizam dados do satélite NISAR para produzir uma imagem de uma formação no leste da Antártida, batizada de “beija-flor” pelos pesquisadores. O registro foi gerado a partir de observações do radar de banda L da missão, realizadas em agosto de 2025, destacando o Nunatak Zaterjavshijsja, uma elevação que emerge no meio de um fluxo de gelo rumo ao oceano.

A presença dessa elevação modifica o comportamento do gelo nas proximidades, criando tensões que resultam em grandes fissuras, conhecidas como crevasses.

A NASA divulgou a imagem na última terça-feira (21). O registro mostra variações nos sinais de micro-ondas do radar, permitindo diferenciar áreas de gelo mais uniforme de locais onde a estrutura apresenta irregularidades, como as bordas das fraturas no gelo.

Radar de duas frequências amplia observação sobre o gelo polar

PIA26617
PIA26617 – (Crédito: NASA/JPL-Caltech)

Crédito: NASA/JPL-Caltech

A imagem foi gerada pelo instrumento de radar de abertura synthetic de banda L instalado no satélite NISAR, uma missão conjunta entre os Estados Unidos e a Índia. O equipamento envia ondas de radar à superfície e analisa o retorno após atingir diferentes superfícies, ajudando a mapear características do terreno e estruturas presentes no gelo antártico.

Paisagem na Antártica
(Imagem: Mozgova/Shutterstock)

Crédito: Mozgova/Shutterstock

As zonas magenta indicam superfícies mais regulares, enquanto as áreas verdes correspondem ao espalhamento de volume, associado a estruturas internas mais complexas, como paredes de fraturas no gelo. Além disso, as áreas brancas representam retorno de radar relativamente equilibrado entre superfície e interior do gelo, segundo a NASA.

A configuração visual — a combinação da montanha, das fissuras e dos padrões de retorno do radar — levou pesquisadores a associar a imagem à silhueta de um beija-flor, localizada na região central esquerda do registro.

A missão NISAR é gerida pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA, ligado ao Caltech. Os EUA forneceram o radar de banda L e o refletor da antena, enquanto a ISRO ficou responsável pela plataforma do satélite e pelo radar de banda S. O conjunto inclui um grande refletor em formato de tambor, com 12 metros de diâmetro, descrito pela NASA como a maior antena de radar já enviada ao espaço. A missão é a primeira a operar com dois instrumentos SAR em diferentes comprimentos de onda.

Wagner Edwards

Wagner Edwards é bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.

O leitor é convidado a compartilhar opiniões nos comentários sobre a importância dessas tecnologias de sensoriamento remoto para monitorar a evolução do gelo polar e as implicações para a pesquisa climática.

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