Bortoleto mantém regularidade na F1 em 2026, transforma largadas problemáticas em resultados consistentes

Gabriel Bortoleto, piloto brasileiro da Audi na Fórmula 1 em 2026, tem mostrado consistência ao longo da primeira metade da temporada, mesmo com o carro enfrentando dificuldades na largada. O desempenho contínuo levou o jovem a somar 10 pontos e a ocupar a 14ª posição no Mundial de Pilotos, após o GP da Hungria, que encerrou a primeira parte do calendário.
A dificuldade de largada é reconhecida pela própria equipe. Segundo informações divulgadas pelo The Race, parceiro do PrimeiroJornal, o problema não envolve apenas falta de potência, mas uma combinação entre força do motor, eficiência energética, entrega de energia e dirigibilidade do carro, o que complica a aceleração inicial das provas.
Além disso, o dimensionamento do turbocompressor da Audi exige um gerenciamento mais cuidadoso da entrega de força. O portal aponta que as largadas ruins são uma consequência desse conjunto de características do conjunto propulsor e do veículo.
Apesar dos obstáculos, Bortoleto tem mostrado capacidade de recuperar terreno ao longo das corridas. No GP do Canadá, por exemplo, largou em 13º, perdeu seis posições nas primeiras 10 voltas, mas finalizou novamente em 13º. Em Barcelona, saiu da 12ª posição, caiu cinco lugares no início e terminou em 11º. No Silverstone, largou 11º, ganhou uma posição nos primeiros giros e completou a prova em 8º, seu melhor resultado da temporada até então.
Números de Bortoleto na primeira metade de 2026:
- 10 corridas disputadas (não largou no GP da China);
- 10 pontos conquistados;
- 14º lugar no Mundial de Pilotos;
- 6 provas com perda de posições nas primeiras 10 voltas;
- 2 vice-lugares entre seus melhores resultados;
- 9 posições ganhas em Miami, maior avanço entre largada e chegada;
- Canadá como maior recuperação após largada difícil, recuperando seis posições perdidas no início.
Se a corrida do Canadá representa a capacidade de recuperação após uma largada ruim, Miami demonstra outra faceta da temporada: a habilidade de construir uma prova mesmo partindo de uma posição desvantajosa. O brasileiro largou em 21º e, nas primeiras 10 voltas, ganhou seis posições, terminando em 12º, nove lugares acima do grid.
O desempenho ao longo das provas reforça um padrão: Bortoleto não depende unicamente de uma boa largada para entregar resultados consistentes. A regularidade ficou evidente em várias etapas e sustenta a leitura de que o piloto vem evoluindo dentro do campeonato.
O problema das largadas
A dificuldade da Audi nas largadas está ligada principalmente ao comportamento do conjunto de potência desenvolvido para 2026. Segundo o The Race, o problema envolve não apenas potência, mas a combinação entre força do motor, eficiência energéticas, entrega de energia e dirigibilidade, fatores que influenciam diretamente a aceleração inicial do carro.

O The Race ainda aponta que o tamanho do turbocompressor utilizado pela equipe exige um gerenciamento mais cuidadoso da entrega de força. Assim, as largadas ruins são entendidas como consequência direta desse conjunto de características técnicas.
Segunda metade da temporada
O GP da Hungria encerrou a primeira parte do campeonato, e a Fórmula 1 retorna em 23 de agosto, com o GP da Holanda, em Zandvoort. Restam 10 corridas para o fim da temporada 2026, e Bortoleto terá pela frente a segunda metade do calendário em busca de manter a regularidade demonstrada até aqui.
A tendência até agora é de que o brasileiro possa sustentar o desempenho ao longo da temporada, explorando as oportunidades que surgirem nas corridas seguintes.
Crédito: Reprodução / Instagram / Audi F1
