Quase a metade (48,9%) dos jovens da Argentina vivem em situação de vulnerabilidade social, aponta estudo da Universidade de Buenos Aires (UBA) divulgado nesta semana. Isso representa 4,1 milhões de pessoas.
A pesquisa, intitulada “Jovens Vulneráveis na Argentina: Condições de Vida, Crenças e Expectativas sobre o Futuro”, foi realizada pela Universidade de Buenos Aires (UBA) entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 e entrevistou 1.002 jovens de 18 a 29 anos em condição de vulnerabilidade.
Entre os vulneráveis que trabalham, apenas 15% têm emprego registrado, enquanto 76% atuam em trabalhos informais ou por conta própria, em atividades como comércio, construção e venda ambulante ou online.
Do total da população jovem, 32% não estudam, nem trabalham, nem buscam ativamente emprego. Já entre os que trabalham, a maioria ( 56,1% ) não estuda mais, e muitas pessoas permanecem em jobs informais, com baixa qualificação.
78% não possuem plano de saúde e dependem exclusivamente dos serviços públicos; 40% afirmam viver em bairros “inseguros ou muito inseguros”.
Saúde mental também é fortemente impactada: mais de 70% relataram problemas frequentes de nervos ou ansiedade, e mais de 50% disseram sentir apatia ou depressão.
Os autores ressaltam que essas vulnerabilidades, em plural, se manifestam de forma concreta no cotidiano, com déficits materiais, famílias numerosas, dificuldade para fechar as contas, interrupções na educação e maior incidência de trabalho informal.
A pesquisa também aponta que 66% dos jovens se informam sobre temas da atualidade principalmente por redes sociais, com Instagram respondendo por 36% e Facebook por 22%; a televisão ficou em 3º lugar, com 18%. O estudo observa ainda que níveis mais elevados de escolaridade estão associados a uma maior centralidade do Instagram e a uma diversificação das fontes digitais, enquanto, em níveis mais baixos de escolaridade, Facebook e TV permanecem canais relevantes.
Fonte: Universidade de Buenos Aires (UBA).
PALAVRAS-CHAVE: vulnerabilidade juvenil, Argentina, estudo UBA, juventude, emprego informal, saúde mental, redes sociais
META DESCRIÇÃO: Estudo da UBA aponta que 48,9% dos jovens argentinos de 18 a 29 vivem em vulnerabilidade, com desemprego, saúde mental desafiada e uso de redes sociais como principal fonte de informação.
