Brasil tornou-se, pela primeira vez, o principal destino mundial das exportações de automóveis da China no período de janeiro a maio de 2026, segundo levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O país recebeu investimentos de US$ 5,2 bilhões em veículos chineses, sendo US$ 4,5 bilhões em modelos eletrificados. O desempenho representa um aumento de 146,9% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.
No ranking global, a Rússia aparece em segundo lugar, com importações de US$ 5 bilhões, seguida pela Bélgica e pelo Reino Unido, ambos com US$ 3,8 bilhões, enquanto a Austrália ocupa a quinta posição, com US$ 3 bilhões, todos no mesmo período.
Segundo informações divulgadas pelo CEBC, entre os fatores que explicam o crescimento estão as barreiras comerciais impostas por mercados como os Estados Unidos e a União Europeia aos veículos elétricos da China.
Entre os segmentos que mais se destacaram, os híbridos plug-in somaram US$ 2,79 bilhões, enquanto os elétricos tiveram importação de aproximadamente US$ 2 bilhões. Os híbridos passaram da 25ª posição entre os produtos mais importados pelo Brasil para a 6ª posição, com alta de 239%.
A leitura do CEBC aponta que esse movimento representa uma mudança de patamar na relação comercial entre Brasil e China no setor automotivo, com maior participação de tecnologias de propulsion híbridas e elétricas.
Crédito: CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China) – dados sobre exports de veículos chineses para o Brasil no período jan-maio/2026.
PALAVRAS-CHAVE: Brasil, China, exportações de automóveis, CEBC, veículos elétricos, híbridos plug-in, Rússia, Bélgica, Reino Unido, Austrália
META DESCRIÇÃO: Brasil lidera pela primeira vez as exportações chinesas de automóveis (jan-maio/2026) com US$ 5,2 bi investidos, majoritariamente em elétricos e híbridos, segundo CEBC.
