Resumo: Greve de trabalhadores da CPTM interrompe as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em São Paulo nesta terça-feira (4), afetando quase 1 milhão de usuários e gerando mais de 1.000 km de engarrafamentos na cidade. Linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 8-Diamante e 9-Esmeralda operavam normalmente até as 19h20. O governo acionou contingência com reforço no Metrô e 128 ônibus; a prefeitura cancelou o rodízio de carros. A concessão das linhas foi retomada por 90 dias devido a falhas no serviço.


Crédito: Agência Brasil
Crédito: Agência Brasil
Em três das sete linhas da CPTM da Região Metropolitana de São Paulo, a paralisação provocou lentidão e interrompeu atividades em grande parte do dia. Os trilhos trabalhavam com interrupções nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, enquanto as demais linhas citadas já haviam retomado o serviço até as primeiras horas da noite.
A vendedora Dalila dos Santos, que atua no Terminal Barra Funda, relatou atraso considerável para chegar ao trabalho. Ela explicou que costuma chegar às 8h, mas, hoje, foi de carro e chegou perto das 9h10, reflexo do atraso nos trens, que impacta quem depende do transporte público.
“Provavelmente vou passar duas horas dentro de um ônibus, porque não há previsão para a volta do trem. Mais um sufoco em plena terça-feira.”
Segundo a Companhia Estadual de Treinamento de Trânsito (CET), o congestionamento acumulado pela cidade ultrapassou 1.000 quilômetros, com picos na capital chegando a mais de 2.000 quilômetros pela manhã. O governo estadual informou que aproximadamente 1 milhão de pessoas foram afetadas pela greve.
As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade operavam de forma parcial, enquanto as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 8-Diamante e 9-Esmeralda estavam com operação normalizada até aproximadamente 19h20.
Para mitigar o impacto, o governo estadual lançou um plano de contingência com reforço no Metrô e a disponibilização de 128 ônibus para atender aos usuários. A prefeitura de São Paulo também decidiu cancelar o rodízio de carros naquele dia.
A concessionária responsável pelas linhas foi anunciada em julho, mas o governo estadual decidiu retomar a operação por 90 dias após uma sequência de atrasos e de um incidente em um trem. A gestão anterior estava sob a empresa Trivia.
