O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) formou maioria nesta quarta-feira (5) para manter inelegível até 2032 o empresário e influenciador Pablo Marçal (União Brasil), que pretende disputar uma vaga no Senado por São Paulo. A decisão representa um novo obstáculo aos planos do coach na eleição de outubro, mas ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O julgamento ocorre no plenário virtual e se encerra às 15h desta quarta, já com seis votos contra Marçal. Segundo especialistas em direito eleitoral ouvidos pela reportagem, mesmo com o revés ele pode, se quiser, insistir na disputa e concorrer sob judice, ou seja, com a candidatura em análise, até que o TSE dê a palavra final sobre o registro.
O cenário lança incerteza sobre a viabilidade da candidatura. Na pesquisa Genial/Quaest divulgada no último dia 29, Marçal aparecia em terceiro lugar na disputa por uma cadeira no Senado por São Paulo, com 9%, atrás das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que lideram com 14% e 12%, respectivamente. As duas integram a chapa de Fernando Haddad (PT), que concorre ao Palácio dos Bandeirantes.
O União Brasil, partido de Marçal, apoia a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A chapa de Tarcísio conta com as candidaturas ao Senado do deputado federal Guilherme Derrite (PL) e do deputado estadual André do Prado (PL), que aparecem atrás de Marçal nas pesquisas, nas faixas de 8% e 5%, respectivamente, e disputam votos no mesmo campo da direita.

