Resumo: PF solicitou à PGR autorização para abrir inquérito contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) por estupro de vulnerável e possível tentativa de suborno. O pedido, segundo a Coluna do Estadão, foi encaminhado ao STF e envolve Gaspar, anunciado nesta quarta-feira como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Denúncia apresentada por Soraya Thronicke e Lindbergh Farias durante a CPI do INSS. Gaspar nega, aponta primo e cobra celeridade.
Alagoas – Segundo informações da Coluna do Estadão, Polícia Federal solicitou à Procuradoria-Geral da República autorização para abrir inquérito contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) por estupro de vulnerável e possível tentativa de suborno. O pedido foi encaminhado ao STF, com diligências preliminares autorizadas pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso.
A denúncia foi protocolada na PF pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Os parlamentares afirmam que Gaspar teria cometido estupro de vulnerável contra uma menor e que uma filha teria nascido em decorrência do episódio. Gaspar rebateu as acusações, apresentando o vídeo de uma jovem, que seria a suposta filha, negando o caso, e afirmou que o episódio envolveu, na verdade, um primo dele.
Nessa linha, Gaspar também abriu representação contra a senadora Soraya Thronicke no Conselho de Ética e informou ter colhido material genético na Polícia Científica de Alagoas para exames de DNA, afirmando que a acusação é infundada e configuraria um ataque covarde dos governistas.
Ainda nesta quarta, após o anúncio na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, Gaspar afirmou a jornalistas que pretende fazer novas representações junto ao Ministério Público Federal e ao STF para acelerar a apuração. Segundo o deputado, a história real envolve seu primo Maurício Breda, que, na adolescência, teve relação consensual com uma namorada. Dessa relação nasceu uma menina, Lourilene Pereira Marcelo da Silva, que gravou um vídeo desmentindo as versões apresentadas por Soraya Thronicke e Lindbergh Farias.
O caso, por envolver autoridade com foro privilegiado, foi parar no STF e sorteado para o gabinete do ministro Gilmar Mendes. Na nova representação, Gaspar disse que cobrará medidas em 72 horas para esclarecer as acusações.
