Resumo: MPT obtém liminar que proíbe dispensa coletiva de 33 técnicos de radiologia do Hospital da Bahia, em Salvador; demissões ficam suspensas até decisão final. Ação, movida pelo Sindimagem, busca negociação com a empresa. Réus: Hospital da Bahia S/A, Diagnósticos da América (Dasa) e Ímpar Serviços Hospitalares (Rede Américas). Audiência prevista para outubro no Fórum 2 de Julho.
Salvador, Bahia – O Ministério Público do Trabalho (MPT) obteve liminar que proíbe a dispensa coletiva de 33 trabalhadores do setor de radiologia do Hospital da Bahia, em Salvador, após anúncios de demissão nos últimos dias. A decisão foi proferida pela 10ª Vara do Trabalho de Salvador, na quarta-feira, 05, a pedido do Sindimagem (Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Radiologia do Estado da Bahia), que acionou a empresa para exigir negociação com a entidade.
A hipótese de que a diretoria pretendia implantar um sistema de controle remoto de equipamentos, substituindo trabalhadores por contratações de pessoas jurídicas, sustenta a ação. No entanto, não houve qualquer movimento formal para iniciar negociações com o sindicato.
O andamento – O MPT instaurou inquérito para apurar a situação após denúncias públicas. A ação movida pelo Sindimagem, com adesão do MPT, busca obrigar as partes a negociar coletivamente critérios que protejam os trabalhadores. As dispensas estariam suspensas enquanto o processo tramita, com audiência marcada para outubro no Fórum 2 de Julho, da Justiça do Trabalho. Os réus são o Hospital da Bahia (S/A Assistência Médica e Hospitalar), a Diagnósticos da América (Dasa) e a Ímpar Serviços Hospitalares S/A (Rede Américas); todas as partes terão cinco dias para apresentar informações que comprovem o cumprimento da suspensão.

