Durigan defende expansão do comércio exterior do Brasil

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Durigan defende a abertura comercial do Brasil em evento em São Paulo, enfatiza negociação sem dependência de parceiros exclusivos, comenta tensões com os EUA e cita a Lei de Reciprocidade Econômica. Discute medidas fiscais, reforma tributária para 2027 e a necessidade de juros estáveis para crédito.

São Paulo – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (17) que defende uma estratégia de maior abertura do comércio brasileiro com o exterior, durante palestra em evento na capital paulista. Em tom firme, ele apontou que o Brasil tem sido visto com confiança por governos e investidores e destacou a importância de projetar o país como um porto seguro em um cenário global de incertezas.

Durigan reforçou que a abertura econômica deve ocorrer por meio de negociações flexíveis e não da dependência de um único parceiro, citando a diversificação de mercados, com referências a regiões da Ásia e da América do Norte, como exemplos de estratégias de equilíbrio. “A ideia é debater o futuro sem abrir mão de nossa soberania econômica”, disse durante o evento.

O pronunciamento ocorre em meio a tensões entre o Brasil e os Estados Unidos. O governo federal abriu, recentemente, um processo formal para avaliar se a imposição unilateral de tarifas contra exportações brasileiras deverá ser respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica, criada para responder a ações que prejudiquem a competitividade do país. A Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspender concessões comerciais em reação a medidas de outros países.

Medidas fiscais foram outro tema. O ministro mencionou a necessidade de manter controle de gastos — incluindo bloqueios orçamentários e teto de despesas obrigatórias — para preservar a estabilidade fiscal. Sobre a reforma tributária, Durigan reconheceu que mudanças significativas podem assustar setores impactados, mas afirmou que 2027 deve marcar o ano-chave da transição para um sistema mais eficiente a médio e longo prazo.

Quanto aos juros, Durigan ressaltou que não há condições de discutir crédito no país sem o que chamou de “juros civilizados”, que ele descreveu como um componente essencial para os ajustes de médio prazo necessários ao desenvolvimento nacional. O ministro concluiu que o debate tributário deverá considerar as fraquezas e forças da economia brasileira, buscando um equilíbrio entre crescimento e responsabilidade fiscal.

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Crédito: Agência Brasil – EBC

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