Resumo — Em operação da Polícia Federal, 13 pessoas foram presas, 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos e cinco imóveis foram sequestrados. Houve bloqueio de até R$ 50 milhões em contas de 36 investigados. A ação, chamada Colheita Proibida, mira desmantelar organização criminosa responsável pelo cultivo, processamento e distribuição interestadual de cannabis, com atuação no Bahia, Nordeste e estados vizinhos.
Crédito: Divulgação/Polícia Federal
Juazeiro, Bahia — Treze pessoas foram presas e 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça-feira (18), durante a operação Colheita Proibida deflagrada pela Polícia Federal. A ação autorizou o sequestro de cinco imóveis e o bloqueio de até R$ 50 milhões em contas vinculadas a 36 pessoas físicas e jurídicas, cujo objetivo é desarticular uma organização criminosa suspeita de cultivo ilegal de maconha, bem como o beneficiamento, transporte e distribuição interestadual da droga.
Segundo a PF, as investigações apontam para uma estrutura que atuaria no cultivo, aproveitamento e comércio da cannabis fora das fronteiras, com desdobramentos para outros estados do Nordeste e Minas Gerais. Durante o inquérito, foram identificadas duas plantações ilegais: uma em Caraúbas, na Paraíba, localizada em fevereiro de 2026, e outra em Águas Belas, em Pernambuco, localizada em maio. A atuação da organização também foi vinculada a atividades em outras regiões da região.
Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, financiamento do cultivo ilegal de maconha, tráfico de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro. A operação contou com o apoio de unidades da Polícia Militar e de policiamento especializado da Bahia, Pernambuco e Alagoas, incluindo a Cipe Caatinga/BA, Cipe-Sudoeste/BA, CPR-L/BA, BEPI/PE, COPES-Caatinga/AL e a 1ª CIPM de Belém do São Francisco.
