Petrobras anuncia interesse em explorar petróleo em Gana, na costa oeste da África, com foco em blocos offshore da Bacia de Keta; expansão também avança pela Margem Equatorial brasileira. A iniciativa envolve comunicação a investidores e integra parceria com Pemex no Golfo do México. Destaques: Morpho (BM-FZA-59), Oiapoque (Amapá) e atuação em África.
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Gana — A Petrobras informou nesta sexta-feira (21) o interesse em atuar na exploração de petróleo em Ghana, país da costa oeste da África com cerca de 35 milhões de habitantes. A iniciativa faz parte da estratégia da empresa de buscar novas fronteiras para a produção de óleo e gás, com o continente africano entre as prioridades. Conforme o comunicado aos investidores, o objetivo envolve blocos exploratórios em estágio pré-produção, localizados em áreas offshore da Bacia de Keta 

Crédito: Agência Brasil
A autoridade de Ghana responsável pela energia aprovou a habilitação para negociar contratos relativos a quatro blocos na região offshore, abrindo a fase de negociação direta dos termos dos acordos de exploração. A decisão representa avanço institucional para que a Petrobras avance na etapa de negociação dos terms contratuais com os órgãos governamentais locais.
Petrobras no mundo — Além de Ghana, a estatal tem atuação na Namíbia, em São Tomé e Príncipe e na África do Sul. Em São Tomé e Príncipe, participa de quatro blocos exploratórios, sendo três operados pela Shell. Na África do Sul, integra o bloco Deep Western Orange Basin (Dwob), operado pela TotalEnergies. Na Namíbia, firmou contrato para participação no Bloco 2613 e aguarda confirmação, com a TotalEnergies prevista como operadora após aprovação governamental. A empresa também está presente na Argentina, Bolívia, Colômbia e Estados Unidos; em junho de 2026, firmou um entendimento para cooperação estratégica com a Pemex, com foco no Golfo do México.
Margem Equatorial — O movimento ocorre enquanto a Petrobras avança na exploração na Margem Equatorial, no litoral norte do Brasil, região considerada de alto potencial. A área é vista como análoga ao pré-sal do Sudeste, respondendo por boa parte da produção própria da empresa. Recentemente, a Petrobras detalhou os primeiros achados no poço Morpho, localizado no bloco BM-FZA-59, a 175 quilômetros de Oiapoque, no Amapá, a cerca de 500 km da foz do Rio Amazonas. A companhia continua as perfurações para entender a capacidade do reservatório e a qualidade do petróleo. A Petrobras projeta que o pré-sal deve atingir o pico de produção por volta de 2034, caso não haja expansão das reservas.
