Moraes autoriza visitas de Carlos Bolsonaro e Jair Renan a Jair Bolsonaro, desde que não haja fim político-eleitoral nem divulgação de manifestos.
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continua proibido de encontrar-se com o pai até o fim das eleições.
Em julho, visitas gerais foram suspensas por 30 dias, mantendo apenas visitas permanentes de médicos, fisioterapeutas e advogados; Milei teve pedido negado.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses na trama golpista e recebeu benefício por conta do estado de saúde frágil.
Brasil – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está autorizado a receber visitas de seus filhos Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, segundo decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro não poderá ter finalidade político-eleitoral nem viabilizar a divulgação de manifestos de cunho político-eleitoral. A medida foi tomada após Flávio Bolsonaro divulgar publicamente a carta “Carta aos brasileiros”, escrita pelo pai, que violou restrições previstas para o cumprimento da prisão em domicílio.
Moraes também manteve a proibição de encontros entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o pai até o fim das eleições. Em julho, o ministro suspendeu as visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias, com exceção das visitas permanentes da equipe médica, fisioterapêutica e dos advogados, mantidas durante esse período. A decisão foi tomada após a divulgação da carta pela família, que violou regras de conduta no regime de prisão domiciliar.
VISITAS POLÍTICO-ELEITORAIS – A defesa de Bolsonaro já recorreu da decisão que proíbe visitas com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos com esse teor, classificando a restrição como genérica e sem respaldo constitucional ou legal. Advogados dizem que a medida restringe direitos de visita sem fundamentação adequada.
Além disso, Moraes negou pedido da defesa para uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente. O encontro estava previsto para 25 de julho, data da convenção nacional do PL que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na chamada trama golpista e recebeu o benefício por conta do estado de saúde frágil.
