Resumo: O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou cinco pessoas por integrar uma organização criminosa armada que praticou extorsões violentas em Itapiranga e região. A denúncia, apresentada pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital na sexta-feira (21/8), aponta uso de redes sociais, ameaças de morte, cobranças e tráfico de drogas. As penas podem ultrapassar 50 anos; o caso tramita em Florianópolis.

Crédito: Charles Guerra/Agência RBS.
Itapiranga e região foram descritas na denúncia. O grupo operava com uma estrutura organizada, com integrantes responsáveis por coordenar ações, cobrar valores e intimidar as vítimas, movimentando os recursos obtidos por meio das extorsões, conforme o Ministério Público.
As investigações apontam que os suspeitos também utilizavam redes sociais para expor vítimas publicamente, veicular ameaças e cobrar dívidas, com respaldo de violência, conforme a denúncia.
Segundo a denúncia, os investigados teriam exigido pagamentos sob ameaça de morte, realizado abordagens presenciais em residências e utilizado vídeos de agressões e imagens de armas para pressionar vítimas e familiares.
Entre os casos, as vítimas teriam sido obrigadas a realizar transferências bancárias ou entregar bens como garantia das cobranças; há relatos de uso de armas de fogo para intimidar as pessoas envolvidas.
Durante a investigação, foram apreendidos vídeos e imagens em que integrantes aparecem exibindo e manuseando revólveres, fuzis e outras armas longas.
Além das extorsões, um dos cinco denunciados também responderá pela acusação de tráfico de drogas, conforme a MPSC, que aponta o uso da mesma estrutura digital para divulgar entorpecentes pela internet.
Quanto à pena, o Ministério Público sustenta que os crimes teriam sido praticados de forma reiterada e organizada, com violência psicológica e exposição pública. Se condenados, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão. A ação também busca indenizações por danos morais, com uma cobrança mínima de R$ 100 mil por danos morais coletivos e ressarcimento aos prejuízos das vítimas.
A denúncia foi apresentada à Vara Estadual de Organizações Criminosas, em Florianópolis, e aguarda análise da Justiça.
